Lionel Messi admitiu que pensou em deixar o Barcelona e Espanha em 2013, quando teve problemas com a Fazenda da Espanha, por sentir-se "maltratado", como afirmou em entrevista à rádio catalã Rac 1.
O jogador se sentiu o "bode expiatório" para uma operação que mais tarde também investigou outros jogadores, como Cristiano Ronaldo, Modric, Mascherano.
E para o colunista do jornal El Confidencial, Ulises Sánchez-Flor, o jogador teve seu orgulho "ferido" ao se ver no banco dos réus e ser multado em 4,1 milhões de euros por fraude. Messi e seu pai foram condenados, inclusive, a 21 meses de prisão.
O que manteve o camisa 10 na Catalunha? Josep Maria Bartomeu, presidente do Barcelona, não poupou esforços para "limpar a imagem do argentino a qualquer preço" e ofereceu um contrato estratosférico de 50 milhões de euros por ano pelas cinco temporadas seguintes.
"O dinheiro arruma tudo"
O colunista destaca a "ignorância" do jogador no conhecimento da lei após o craque declarar que apenas se "dedicava a jogar futebol, confiava em meu pai e meus advogados".
Mas a verdade, para o jornalista, é que "Messi nunca quis sair da Espanha, nem do Barcelona. Aqui vive como um marajá. Abre a boca e o que pede, lhe concedem - até mesmo incorporar uma cláusula de rescisão que lhe liberariam de graça, mas que não irá utilizar a não ser que tenha outro problema com a Fazenda".
Ulisses traça um paralelo com Cristiano Ronaldo no Real Madrid, já que Florentino Pérez não fez esforço algum para ajudar o português do mesmo modo que Bartomeu fez com Messi. Ronaldo também foi acusado, e quando a proposta de 100 milhões de euros da Juventus chegou, o presidente "agiu com agrado" para mandar o maior artilheiro da história do clube para a Itália.
E para finalizar sobre o "marajá" da Catalunha, o colunista apenas afirma que "o que não deve dizer é que o maltrataram por fraudar... A 'Fazenda' somos todos nós".
