O sindicato mundial dos jogadores profissionais (Fifpro) divulgou hoje seu estudo anual denominado At the Limit: Player Workload in Elite Professional Men’s Football, ou "No Limite: Carga de trabalho dos jogadores na elite do futebol masculino profissional", em tradução livre.
Nele, a entidade faz uma análise do esforço dos jogadores, em termos de viagem e partidas por ano, bem como o intervalo entre os jogos, para chegar à conclusão de que mudanças são necessárias para preservar não apenas a saúde dos jogadores, mas também a qualidade dos seus desempenho.
Um dos exemplo principais da apresentação do estudo é o goleiro Alisson, da seleção brasileira e do Liverpool. Segundo os cálculos, o arqueiro viajou 80 mil quilômetros e e disputou 72 partidas na última temporada.
Mas o caso do sul-coreano Heung Min-Son do Tottenham, é ainda pior: o atacante viajou 110 mil quilômetros e disputou 78 jogos na temporada.
Como recomendação, para atenuar os efeitos do desgaste, o Fifpro recomenda algumas mudanças, como:
- Paradas obrigatórias de quatro semanas entre as temporadas e paradas, também obrigatórias, de duas semanas no meio da temporada;
- Limitação no número de partidas que podem ser disputadas com intervalo menor do que cinco dias entre os jogos;
- Considerar uma limitação no número de convocações de jogadores para seleções nacionais;
- Desenvolvimento de um sistema antecipado de aletra para monitorar a carga de jogos e auxiliar no planejamento futuro.
