Alexis Sánchez vive fase terrível no Manchester United: apenas um gol em toda a última temporada. No Chile, porém, ele é uma referência e já dobrou a marca de bolas na rede só nesta Copa América, com dois tentos. Para o treinador Reinaldo Rueda, o fato não é coincidência.
“A seleção é um momento especial, um espaço sagrado para todos, porque os jogadores são empregados de empresas multinacionais - os clubes - que alguns tem projetos esportivos, outros tem projetos de negócio. Enquanto eles (jogadores) funcionarem, funcionam. Se eles não funcionam, se não se adaptam, se tem problemas contratuais, (os clubes) trazem outro. Ou o deixam de lado, ou o trocam”, justificou o comandante chileno.
“Por outro lado, na seleção, os médicos, os dirigentes, preparadores físicos, ninguém quer ir embora da seleção”, disse o técnico.
“Em todas as seleções nacionais. Tem o caso do Coutinho no Brasil, de James na Colômbia, de Alexis no Chile, que não tiveram um semestre que corresponde à sua hierarquia como jogadores, e chegam na seleção e são outros, por causa do carinho, do afeto”, refletiu Rueda.
“Quando se colocou essa camiseta no sub-17, no sub-20, que se comprometeu com sua família, seu povo, seu país, são fatores emocionais que contribuem”, explicou o treinador sobre o crescimento de produção de alguns atletas.
Com a camisa de ‘La Roja’, Alexis Sánchez será uma referência fundamental nesta sexta-feira, quando sua equipe decide vaga nas semifinais contra a Colômbia, na Arena Corinthians, em São Paulo.
