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Quem é o argentino que tem dado trabalho a Messi e companhia, mas nem foi convocado para Copa América

Ele tem apenas 18 anos, vem arrancando elogios de jornalistas argentinos e despertando a curiosidade de profissionais de outros países. Arrebenta nos treinos e deixa os próprios jogadores da Argentina constrangidos. Mas não está jogando a Copa América por que foi chamado pelo técnico Lionel Scaloni para ser apenas sparring.

O meia-atacante Francisco González, do Newell's Old Boys, faz parte de um grupo de oito jovens chamados apenas para participar dos treinos. O que ele vem apresentando superou e muito as expectativas. Ele tem colocado os convocados em dificuldade.

No treino da última segunda-feira no centro de treinamento do Internacional, em Porto Alegre, Francisco González participou das cobranças de faltas. Obrigou o goleiro Franco Herrera, 16, seu companheiro de clube, saltar de um lado para o outro sem interrupção.

Em outros treinos, o garoto também colocou o goleiro Juan Musso em dificuldade, assim como os marcadores argentinos.

"Quem é esse jovem que bate tão bem na bola?", perguntaram os jornalistas presentes.

"Não imaginava que os jornalistas estavam me observando. Meu pai foi quem me contou no mesmo dia em que me mandou o vídeo pelo WhastApp", disse o jogador.

Natural de Ordónez, uma província de Córdoba, chegou ao Newell's Old Boys com seis anos vindo do Sportivo Unión. Ele destaca que o seu ponto forte não é marcação, algo que todos elogiam nele, mas sim a velocidade e a habilidade com a bola.

Em fevereiro do ano passado, ele foi convocado para a seleção sub-20. Um mês depois assinou seu primeiro contrato com o Newell's. Desde então se destacou na base até finalmente ser promovido ao time profissional e enfrentar o Gimnasia, em 21 de abril deste ano.

"Eu estreei nos treinos da seleção e encontrei os monstros do nosso futebol. Todo mundo desejaria estar neste lugar. É lago maravilhoso, inexplicável. Nunca imaginei que estaria ao lado dos meus ídolos", disse Francisco González, que é fã de Lionel Messi.

"Lembro que eu sentei com ele em um treinamento em Vitória. Fiquei muito envergonhado, mas o Léo é muito humilde e falou muito comigo", disse. "Eu revelei a ele que tenho uma irmã de dois anos chamada Leonela Andrea por que meu pai também o tem como ídolo"

O jovem que admira tanto o maior craque da Argentina nos dias de hoje mal sabe que também é observado com atenção.

Muitos já imaginam que no futuro ele poderá seguir os passos do jogador do Barcelona na seleção do país, mas, quem sabe, ter mais sorte na Albiceleste do que o camisa 10, que busca há mais de uma década um título oficial.

*Escrito a partir de informações de Nicolás Baier, enviado especial da ESPN Deportes