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Venezuela vence Bolívia, avança na Copa América e pode pegar a Argentina nas quartas de final

A Venezuela está nas quartas da Copa América!

Após empatar seus dois primeiros jogos, a Vinotinto venceu a Bolívia por 3 a 1, neste sábado, no Mineirão, e avançou em 2º lugar no grupo A, o mesmo do Brasil, com 5 pontos.

Foi apenas a 5ª vez que os venezuelanos foram à fase seguinte do centenário torneio da Conmebol.

O nome do jogo foi o meia-atacante Machís, que marcou dois belos gols, um no início de cada tempo, para abrir vantagem para a Vinotinto.

Nos minutos finais, Justiniano diminuiu para a Bolívia, mas Josef Martínez anotou de cabeça e fechou a conta em Belo Horizonte.

Nas quartas de final, a Venezuela encara o 2º colocado do grupo B, que pode ser Argentina, Catar ou Paraguai. O rival será definido em jogo neste domingo.

O duelo será na próxima sexta-feira, no Maracanã.

O JOGO

Apesar da pouca presença de público, a partida começou muito animada no Mineirão.

Logo em seu primeiro ataque no jogo, a Venezuela já abriu o placar: Hernández avançou bem pela direita e cruzou na medida para o baixinho Machís, que subiu livre e disparou um torpedo de cabeça.

Aos 72 segundos de jogo, esse foi o gol mais rápido da história venezuelana em um jogo oficial, superando o de Ruberth Morán, que marcou contra o Paraguai, em 2001, pelas eliminatórias, aos 95 segundos.

A Bolívia, porém, não desanimou e partiu para cima em busca de um empate, que quase veio logo aos 7 minutos: Arano avançou até a entrada da área e mandou uma bomba, que explodiu na trave após leve desvio do goleiro Faríñez.

Depois disso, porém, o jogo esmoreceu, com as duas equipes pouco conseguindo dar sequência às jogadas e ameaçar o arco rival.

Só aos 38 minutos os torcedores voltaram a se levantar: Castro aproveitou sobra de bola na entrada da área e encheu o pé, mas a bola novamente explodiu na trave venezuelana, que ficou até balançando de tão forte que foi o impacto.

A resposta da Vinotinto veio aos 44, quando Savarino recebeu excelente bola pela esquerda, cortou para dentro e bateu cruzado, exigindo grande defesa de Lampe.

Na volta do intervalo, a primeira chegada foi boliviana: Arano finalizou forte de fora da área e o golerio Faríñez agarrou firme, sem dar rebote.

Quando conseguiu se reencontrar em campo, porém, a Venezuela foi fatal novamente: aos 9, a equipe puxou excelente contra-ataque, Machís pegou na ponta da grande área, levou para o meio e chutou bonito para ampliar.

A Bolívia tentou não desanimar novamente e chegou perto de diminuir aos 18: Marcelo Moreno chutou, Faríñez deu rebote e Arano chegou finalizando. A bola chegou perto de entrar, mas a zaga conseguiu salvar em cima da linha.

Mas a Vinotinto era melhor em campo, e criou duas oportunidades claras em jogadas muito parecidas: em cruzamentos pela direita, Rondón e Machís tentaram belos voleios, e em ambas as ocasiões a bola passou tirando tinta da trave.

A pressão persistiu, e Savarino exigiu defesa espetacular de Lampe aos 29, em um chute forte quase da meia-lua.

Quando a partida parecia que se encaminhava para um triunfo tranquilo dos venezuelanos, a Bolívia diminuiu: Justianiano bateu cruzado para vencer Faríñez e dar um pouco de esperança à equipe.

No entanto, a Vinotinto logo tratou de jogar a última pá de cal: Soteldo cruzou bem da esquerda e o matador Josef Martínez cabeceou bonito para fechar a conta no Mineirão.

FICHA TÉCNICA
BOLÍVIA 1 x 3 VENEZUELA

Local: Mineirão, em Belo Horizonte-MG
Data: 22 de junho de 2019, sábado
Horário: 16h (de Brasília)
Público: 4.640 pagantes / 7.106 não-pagantes
Renda: R$ 631.605,00
Árbitro: Esteban Ostojich (URU)
Assistentes: Nicolas Taran e Richard Trinidad (ambos URU)
VAR: Nestor Pitana (ARG)
Cartões amarelos: Justiniano e Castro (BOL)

GOLS
BOLÍVIA
: Justiniano, aos 36 minutos do segundo tempo
VENEZUELA: Machís, aos 2 minutos do primeiro tempo e aos 9 minutos do segundo tempo; Martínez, aos 39 minutos do segundo tempo

BOLÍVIA: Lampe; Diego Bejarano, Haquín, Jusino e Marvin Bejarano (Fernández); Justiniano, Arano, Saucedo e Ramiro Vaca; Leonardo Vaca (Castro) e Marcelo Moreno (Álvarez) Técnico: Eduardo Villegas

VENEZUELA: Fariñez; Hernández, Chancellor, Mago e Rosales; Moreno, Añor (Soteldo), Rincón, Savarino e Machís (Martínez); Rondón (Murillo) Técnico: Rafael Dudamel