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Cruzeiro é processado por empresa de engenharia, que quer 30% da venda de Mayke ao Palmeiras

Além dos processos recentes envolvendo o Supermercados BH, que cobra do Cruzeiro percentuais de transferências de Mayke e Arrascaeta para Palmeiras e Flamengo, respectivamente, a Raposa também é alvo de outra empresa na Justiça.

Segundo documento divulgado pela Rádio Itatiaia, e à qual a ESPN teve acesso posteriormente, o time de Belo Horizonte está sendo processado desde novembro de 2018 pela ADS Engenharia, companhia que se coloca como "descobridora" de Mayke e que cobra 30% do valor de sua venda para o Verdão.

Em nota, a empresa alega que, em maio de 2010, descobriu o lateral direito, que ainda era menor de idade e representado por sua mãe, Cristina Rocha, e passou a dar apoio financeiro ao jovem atleta, "contribuindo com a sua formação e evolução como indivíduo e como profissional do futebol".

Em dezembro do mesmo ano, a ADS Engenharia apresentou Mayke ao Cruzeiro, que contratou o ala e firmou vínculo no qual a parceira ficou com 30% dos direitos do reforço.

A empresa alega, porém, que, em 2013, a Raposa tentou extinguir o contrato firmado e tirar a ADS do vínculo de Mayke, indo na sequência à Justiça. A corte, por sua vez, deu razão à companhia, mantendo os 30% do lateral direito vinculados a ela.

Depois disso, Mayke foi emprestado ao Palmeiras em 2017 e negociado em definitivo com o time paulista em novembro de 2018.

A ADS, contudo, afirma que "não recebeu qualquer informação ou pagamento em decorrência da operação realizada, esta se viu obrigada a ajuizar, em 30/11/2018, nova demanda em face do Cruzeiro", "visando ao recebimento do valor correspondente a 30% da integralidade dos direitos econômicos do atleta".

A ação atualmente tramita sob segredo de Justiça.

Primeiramente, o TJ-MG (Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais) deferiu a tutela provisória de urgência pleiteada pela ADS para determinar que o Cruzeiro depositasse em juízo o percentual correspondente a 30% da venda de Mayke - ou, caso ainda não tenha recebido tais valores, que o Palmeiras faça tal depósito judicial.

No entanto, esta decisão (tutela de urgência) encontra-se atualmente suspensa pela atribuição de efeito suspensivo ao recurso interposto pelo Cruzeiro, o qual ainda pende de julgamento.