19 de maio de 2019. A seis dias de disputar sua primeira final na história, o RB Leipzig completou 10 anos de vida.
E uma década foi o suficiente para causar um impacto absurdo no futebol alemão.
RB Leipzig e Bayern de Munique decidem o título da Copa da Alemanha neste sábado, às 15h (de Brasília), no Estádio Olímpico de Berlim. A partida terá transmissão da ESPN 2 e WatchESPN
A Red Bull está à frente do clube desde a fundação com esse nome, em 2009. Sua licença para jogar futebol foi adquirida junto ao pequeno SSV Markranstädt, da Saxônia.
Contando completamente com o suporte da empresa de energéticos, o Leipzig começou do mais baixo escalão e com uma meta ambiciosa: chegar à elite em dez anos.
Precisou de apenas sete.
Depois de subir da quinta para a quarta de primeira, o Leipzig precisou de três temporadas para deixar o quarto escalão. Na terceira divisão, o acesso foi logo na temporada de estreia, com o vice-campeonato.
A partir da segunda divisão, o clube passou a contar com um investimento maior. Entre chegadas e saídas de atletas, desembolsou entre 23 e 25 milhões de euros, uma quantia muito acima do que seus concorrentes na 2. Bundesliga.
Após um quinto lugar em 2014-15, a equipe conseguiu o acesso em 2015-16 com o vice.
Contratações mais caras passaram a se fazer presentes no clube, a partir de então, mas nada de absurdo. Até hoje, o clube só contratou dois atletas por valores de pelo menos 20 milhões de euros. Um deles é Naby Keita, que veio do Red Bull Salzburg, que tem o mesmo dono do Leipzig.
🎉🎂🎈🤩🎊#10YearsRBL #GemeinsamGroßWerden pic.twitter.com/bCvllOv2LM
— RB Leipzig (@DieRotenBullen) 19 de maio de 2019
Ou seja, mais do que dinheiro, foi o planejamento sob uma identidade claramente definida o principal reforço do clube.
De acordo com o site Transfermarkt, o Leipzig desembolsou alguma quantia para contratar um atleta em 51 oportunidades. Destes, 47 eram jogadores com no máximo 25 anos; 44 nomes tinham até 23 anos.
Com jovens jogadores, é mais fácil construir a longo prazo – ainda mais quando o clube não costuma se desfazer de seus destaques em negócios lucrativos.
Dos 11 jogadores que mais atuaram no acesso da segunda divisão em 2015-16, somente três saíram, e nenhum foi por se tratar de venda a um clube maior. Marvin Compper e Dominik Kaiser perderam espaço antes de deixar o elenco. Já o goleiro Fabio Coltorti seguiu até se aposentar no meio de 2018.
Fora de campo, vale destacar o papel de Ralf Rangnick, que está desde 2012, quando o time era da quarta divisão. Alternando-se na função de dirigente e técnico, ele foi um dos pilares para o sucesso da equipe. Ele comandou o time à beira do campo interinamente em 2018-19, enquanto o Leipzig esperava por Julian Nagelsmann, que acertou já no ano passado, mas ficou ainda mais um ano no Hoffenheim.
Em campo, o Leipzig é um dos times mais verticais da atualidade e dono de um dos contra-ataques mais velozes da Europa. Com esse método, foi vice-campeão em sua temporada de estreia na Bundesliga, foi o sexto em 2017-18 e terminou em terceiro na última campanha – e ainda tendo a melhor defesa.
Ou seja, o clube sempre se classificou para competições europeias. E agora tem a possibilidade de conquistar seu primeiro grande título na história.
