Na última quinta-feira, os torcedores do Fluminense ficaram ainda mais empolgados com o atacante João Pedro, de apenas 17 anos, depois que o garoto fez três gols e deu uma assistência na goleada por 4 a 1 sobre o Atlético Nacional-COL, pela Copa Sul-Americana.
No entanto, a torcida tricolor terá pouco tempo para se deleitar com os lances do jovem craque, já que ele está vendido desde outubro de 2018 ao Watford-ING, por 10 milhões de euros (R$ 45,25 milhões, na cotação atual), e irá para a Inglaterra provavelmente em janeiro de 2020.
Vale citar que esse valor depende de metas a serem alcançadas por João Pedro: quatro bônus de 1 milhão de euros pelo desempenho no Flu, um bônus de 1,5 milhões de euros ao obter a licença para jogar na Premier League e dois bônus de 1 milhão de euros pelo desempenho no Watford.
Por trás de vendas recentes de garotos de Xerém, está o fundo inglês 23 Capital Limited, que antecipa valores à equipe das Laranjeiras, ficando como garantia com recebíveis dos contratos de cessão definitivas dos atletas.
A empresa foi criada em 2014, explorando a "nova era financeira dos esportes, da música e do setor de entretenimento", segundo explica em seu site oficial.
Ela tem como um de seus acionistas o norte-americano George Soros, magnata e filantropo que é dono de uma fortuna de US$ 8,3 bilhões (R$ 33,5 bilhões) e é considerado o maior investidor do mundo.
De acordo com Stephen Duval, co-fundador do 23 Capital, em entrevista ao site Sports Business, hoje o fundo tem 70% de seus negócios ligados ao futebol ao redor do mundo, a maioria presos a valores de vendas de jogadores e também direitos de transmissão.
Através do balanço de 2018 do Flu, é possível saber quando a empresa cobra em suas operações com futebol.
De acordo com o documento, o time carioca antecipou em novembro de 2018, através do fundo inglês, 2,5 milhões de euros (R$ 11,31 milhões) da venda de João Pedro. Esse dinheiro seria o da primeira parcela de venda paga pelo Watford, comprador do atacante.
Contudo, o clube das Laranjeiras recebeu 2,262 milhões de euros (R$ 10,23 milhões) em sua conta bancária.
Isto porque o 23 Capital cobrou uma taxa de desconto de 4,76% ao ano - ou seja, 238 mil euros (R$ 1.076,83 milhão) ficaram nas mãos dos britânicos.
Antes disso, o fundo também havia participado da operação envolvendo a venda do meia Gérson para a Roma, em julho de 2016.
À época, o Fluminense optou por antecipar o valor total da transação, de 13,4 milhões de euros (R$ 60,63 milhões, na cotação atual), através do 23 Capital, que cobrou uma taxa de 9% ao ano.
