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Sindicato presidido por Mustafá Contursi, ex-presidente do Palmeiras, é alvo de busca e apreensão em São Paulo

O Sindafebol (Sindicato Nacional das Associações de Futebol Profissional e suas entidades estaduais e ligas), presidido pelo ex-presidente do Palmeiras, Mustafá Contursi, foi alvo de busca e apreensão na manhã desta terça-feira (14).

A ESPN teve acesso com exclusividade ao documento com a autorização da operação por suspeita de Falsidade Ideológica. A execução ficou por conta do 4º Distrito Policial de São Paulo, na Consolação.

O mandado emitido pela juíza Tamara Priscila Tocci em 8 de maio permite que a polícia apreenda atas originais referentes a assembleias eventualmente realizadas, com intuito de avaliar a veracidade da existência do sindicato dentro das atribuições a que diz se prestar.

Além das atas, computadores, mídias (CDs, discos rígidos, pen drives e afins) que possam identificar a e confirmar as efetivas realizações também devem ser apreendidos.

O processo foi motivado por um pedido do Ituano junto à Polícia Federal.

No pedido, o clube do interior de São Paulo ressalta que "tanto o sindicato quanto seu presidente (Contursi, nota da reportagem) são objetos recorrentes, junto à mídia, em razão da obscuridade de suas ações", diz o documento obtido com exclusividade.

Entre as suspeitas, o pedido do Ituano cita o suposto recebimento de R$ 6,2 milhões, por parte do sindicato, para que ele comandasse o cadastro das torcidas organizadas, em 2011. O Ituano questiona a capacidade do sindicato no que toca à capacidade de realização da tarefa.

A ESPN fez contato com a Justiça de São Paulo e a Polícia Civil, e as duas entidades declararam não poder comentar a operação, que corre em sigilo.

A reportagem também tentou contato com Mustafá Contursi, que não foi localizado e não respondeu ao pedido de comentário acerca do assunto até a publicação desta nota.