Uma boa dose brasileira marcou o título do Manchester City na Premier League, confirmada com a vitória sobre o Brighton neste domingo, pela última rodada. Os mesmos quatro nomes que estiveram na campanha da taça em 2017-18 seguiram no elenco e tiveram papeis distintos na conquista do bicampeonato.
O ESPN.com.br listou o desempenho e quais são as possibilidades deles para a Copa América. Confira abaixo:
Ederson: Contratado na temporada passada junto ao Benfica, o goleiro de 25 anos foi titular já na primeira campanha e se destacou, tendo papel importante na conquista e para que o time tivesse a segunda defesa menos vazada da competição, com 23 gols - um a mais do que o Liverpool. Não à toa, foi incluído para a seleção da competição na avaliação da PFA (Associação dos Jogadores de Futebol Profissionais).
Ederson ainda conseguiu a impressionante marca de 20 jogos sem sofrer gols, feito que não havia sido alcançado na última década na competição. Alisson ainda ficou à frente com 21 jogos sem levar gols.
Apesar de fazer mais uma boa temporada e estar cada vez mais consolidado como um dos grandes goleiros da Europa, ele não deve ver sua situação mudar na seleção brasileira. Isso porque Alisson também fez uma grande campanha pelo Liverpool e deve seguir à frente de Ederson para a disputa da Copa América.
Ederson: veja como o brasileiro 'fechou a porta' na campanha do título inglês do Manchester City
Danilo: Peça versátil e reserva importante no City na temporada passada, Danilo atuou 23 vezes na última Premier League, sendo 13 como titular. Com a lesão de Daniel Alves, o lateral direito foi para a Copa do Mundo na condição de titular.
Na atual campanha, o defensor foi bem menos utilizado por Pep Guardiola – foram 11 jogos no Inglês (nove como titular). Nas últimas 14 rodadas, atuou apenas quatro vezes, e em duas ocasiões ele foi a campo não antes dos 43min do segundo tempo.
De qualquer forma, Danilo continua prestigiado com Tite. Depois do Mundial, o atleta ficou de fora só da primeira convocação – estava lesionado. Nos últimos cinco compromissos do Brasil, esteve entre os 11 iniciais em quatro oportunidades.
Fernandinho: Nome muito criticado pelo torcedor brasileiro por conta da derrota diante da Bélgica, que causou a eliminação do Brasil nas quartas de final da Copa, Fernandinho fez esse fantasma ficar no passado. Sempre muito elogiado por Guardiola, o volante teve atuação destacada. O único ponto negativo foram diferentes lesões que o fizeram perder oito rodadas.
Apesar da grande temporada, que lhe rendeu a inclusão na seleção do campeonato, o meio-campista segue longe da seleção desde o Mundial, fazendo com que sua ida à Copa América seja algo improvável.
Gabriel Jesus: O atacante chegou com moral na Copa do Mundo após uma boa campanha no título do City, tendo feito 29 partidas (19 como titular) e 13 gols. Porém, não encantou no torneio e saiu sem balançar as redes. Pelo City, em 2018-19, seu espaço ficou mais reduzido, e acabou como um reserva durante toda a campanha: 29 partidas (somente oito como titular) no Inglês e 7 gols marcados. De qualquer forma, teve contribuição significativa no título.
Já na seleção brasileira, o atacante ficou de fora da primeira convocação de Tite após o Mundial, mas esteve em todas as outras. Em meio a uma concorrência mais pesada, Jesus tem chances de ir à Copa América, ainda mais depois de ter marcado duas vezes na vitória sobre a República Tcheca por 3 a 1, no último amistoso da equipe verde e amarela.
