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Palmeiras: Presidente do TJD, Olim nega que houve irregularidade em julgamento de Moisés e explica

Um documento obtido pelo site Nosso Palestra, cuja veracidade foi confirmada pela ESPN, aponta que teria havido uma irregularidade no julgamento do TJD-SP (Tribunal de Justiça Desportiva do Estado de São Paulo) que aumentou a punição do volante Moisés, do Palmeiras, de um para quatro jogos no Paulistão, por conta do entrevero com Gustavo Henrique, do Santos, em 23 de fevereiro.

Com isso, a sessão que ampliou os ganchos tanto de Moisés quanto de Gustavo Henrique pode ser anulada pelo STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva), com base no artigo 53 do CBJD (Código Brasileiro de Justiça Desportiva).

A irregularidade em questão se dá pelo fato de César Antônio Saad, vice-presidente da 2° Comissão Disciplinar do TJD, ter sido convocado para participar do julgamento do Pleno, mesmo já tendo votado na punição em primeira instância.

Isso impede automaticamente que ele possa votar no Pleno, de forma que não haja vício no processo.

O documento, porém, atesta a participação de Saad na votação do Pleno, o que pode levar à anulação do julgamento pelo STJD, baseado no CBJD.

Em entrevista à ESPN, o presidente do TJD, Antônio Olim, negou qualquer irregularidade e explicou a versão do tribunal.

"No Pleno, são nove (que votam). Como faltaram dois, você pega das Comissões (Disciplinares). Foram pegos dois: o Saad, que é vice de uma Comissão, e o Pepe, vice de outra. Na hora da votação dos dois jogadores, eles não votaram, mas sim se abstiveram. Como eu também me abstive de votar na punição ao técnico do Palmeiras, que tinha recebido uma advertência, mas eu já havia dito para a imprensa que era contra, pois para mim ele deveria ter sido absolvido. Como eu já tinha dado opinião antes, poderia haver problema de anulação", afirmou.

"Não teve nada de errado (no julgamento de Moisés e Gustavo Henrique). Está escrito no regimento que pode se colocado qualquer um das Comissões para completar o Pleno quando há falta. Faltaram dois, foram colocados dois. Foi na maior transferência, a imprensa assistiu, o advogado do Palmeiras estava lá e não falou nada, então por que veio falar agora? E não tem que falar nada, pois está tudo no regimento. Eles se abstiveram do voto, e eu me abstive da votação relativa ao técnico do Palmeiras", complementou.

Olim ainda reclamou que o Verdão estaria jogando a torcida "contra o tribunal".

"O Palmeiras fica colocando a torcida contra o tribunal e a Federação (Paulista de Futebol). Eu vou defender o tribunal. Precisa parar de por (a torcida) contra. É bom esses dirigentes acordaram e fazerem a coisa certa. O tribunal não está atrapalhando o Palmeiras em nada. Ao contrário: o tribunal quer um belo futebol e quer que os torcedores fiquem satisfeitos. Chega de dirigentes atrapalhando o futebol", finalizou.

Procurado pela ESPN, o time do Palestra Itália disse que não irá se manifestar.

PALMEIRAS NO STJD

Na última quarta-feira, o Palmeiras já havia entrado com um pedido de efeito suspensivo no STJD para tentar liberar Moisés no Paulista.

O Verdão entende que há má vontade do TJD-SP e de seu presidente, Antônio Olim, para com o time, e que isso ficou exposto na punição ampliada de Moisés, já que, na visão da diretoria alviverde, o volante foi agredido por Gustavo Henrique, e não faz sentido sequer levá-lo a julgamento, quanto mais aplicar um gancho de quatro partidas, tirando o jogador do resto do Paulistão.

A recente entrevista de Olim, em que ele mandou o clube paulista "parar de chorar", também caiu muito mal nos bastidores alviverdes.

O clube volta a campo no próximo domingo, contra o São Paulo, às 16h (de Brasília), no Allianz Parque, pelo jogo de volta da semifinal do Estadual. A ida, no Morumbi, no último sábado, terminou 0 a 0.