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Neto saiu da reserva da Juventus para brilhar no Valencia; agora, tenta parar o Real Madrid e ser campeão

Reserva de Buffon e cotado para substituir um dos maiores ídolos da história da Juventus no gol. Esse era o cenário que se desenhava para o goleiro Neto, que chegou ao gigante italiano vindo da Fiorentina.

Só que após duas temporadas e apenas 11 jogos, ele decidiu mudar. O Valencia surgiu como a oportunidade perfeita para o brasileiro ter mais oportunidades.

“Na Juventus eu não tinha a continuidade e quantidade de jogos que eu necessitava. No momento em que apareceu o Valencia, um grande clube do futebol europeu, e que me ofereceu a oportunidade, soube que era o momento certo de fazer a mudança”, contou o goleiro em entrevista ao ESPN.com.br.

Mas a missão no clube espanhol não era simples. Neto chegava para substituir ninguém menos que Diego Alves, ídolo da torcida e que após seis temporadas defendendo o Valencia voltava ao Brasil para jogar no Flamengo.

“Quando fui para o Valencia já sabia que o Diego Alves estava indo para o Flamengo. Eu falei com o Diego, já o conhecia, e ele me ofereceu a ajuda necessária no que precisasse. Coisas de colega de profissão, que sempre se colocam à disposição.”

Neto chegou em momento conturbado, mas foi peça importante na reviravolta do time na temporada. Os resultados não vinham, e o clube vinha de uma recente troca no comando técnico.

Só que ao final o clube se recuperou, terminou na quarta colocação do Campeonato Espanhol e conseguiu uma vaga na Champions League, competição que Neto vivia há tempos a expectativa de atuar como titular.

“É um momento importante no qual você se sente realizado. A sensação de protagonismo e de estar jogando uma competição neste nível te fortalece muito, te dá uma maturidade saber que você está fazendo parte de um grupo seleto. Dá um prazer muito grande.”

Só que a campanha no principal torneio europeu não foi como o esperado. Com Juventus e Manchester United no mesmo grupo, o Valencia acabou em terceiro do grupo com oito pontos. Coube a vaga na Europa League, competição que o time está classificado para as quartas de final e vai enfrentar o Villarreal na briga por uma vaga na semi.

“Tivemos dois adversários fortes, mas vencemos uma vez o United e empatamos na outra. Com a Juventus foi um jogo muito estranho, perdemos com dois pênaltis em casa. Algo difícil de se ver no futebol. Fora, tivemos grandes chances de fazer o resultado. Mas não podemos olhar para o passado, precisamos aprender com os erros e tentar ser campeões da Europa League.”

Títulos em disputa

Apesar da eliminação na Champions, a temporada se desenha positiva para Neto e o Valencia. Além de estar vivo na competição europeia, o time segue muito vivo na briga por uma vaga na próxima Liga dos Campeões. É o sexto colocado no Campeonato Espanhol com 43 pontos, três atrás do Getafe (quarto) e um atrás do Alavés (quinto).

E os próximos jogos serão decisivas para os espanhóis. A começar pelo desta quarta-feira, contra o Real Madrid no Mestalla, que você acompanha ao vivo e com exclusividade na tela da ESPN Brasil e do WatchESPN, a partir das 16h30 (de Brasília). Sábado, encara o Rayo Vallecano fora de casa. Na outra semana, tem o primeiro jogo contra o Villarreal pela Europa League.

“Temos uma semana complicada que pode decidir muita coisa para a gente no Campeonato Espanhol. Depois tem a Europa League. Jogo bastante difícil, mas é o que o todos querem jogar contra a equipe do Real Madrid. Essa é a melhor parte da temporada. Precisamos tentar fechar com chave de ouro.”

E a chave de ouro pode vir no dia 25 de maio. O Valencia disputa a final da Copa do Rei contra o Barcelona e pode conquistar seu nono troféu na história, quebrando um jejum que já dura 11 temporadas. Jogo que Neto vive a expectativa, mas prefere focar nos desafios mais próximos.

“A final da Copa do Rei é um marco importante. Acredito que o Valencia sempre tem que estar disputando esse tipo de nível de jogo. Tem que ser uma rotina. Hoje, é muito importante porque conseguimos ano passado dar a volta por cima. Conseguimos manter o nível e até mesmo aumenta-lo. Acho que é o momento de desfrutar isso, mas só vamos pensar na final quando tiver mais perto dela. Agora, temos outros jogos muito importantes.”

Um bom desempenho nesse final de temporada pode ser uma vitrine para a seleção brasileira, oportunidade tão cobiçada por Neto.

“Quando você se encontra em alto nível, você tem o desejo de estar na seleção. Claro que depende da convocação e que o treinador te escolha. Meu principal objetivo é fazer um grande trabalho no meu clube no dia a dia. Tento melhorar e deixo que as coisas aconteçam com naturalidade. A última vez que fui chamado pelo Tite foi para os amistosos contra El Salvador. Sempre bacana poder representar a nossa Seleção e estar nesse grupo, algo que tantas pessoas gostariam de estar. Muito trabalham para isso, mas poucos chegam.”