A diretoria do Palmeiras se revoltou com o julgamento do Pleno do TJD-SP (Tribunal de Justiça Desportiva do Estado de São Paulo), nesta segunda-feira, que ampliou o gancho do volante Moisés, da equipe alviverde, e do zagueiro Gustavo Henrique, do Santos, de um para quatro jogos, por conta do entrevero ocorrido no clássico entre as equipes, pelo Campeonato Paulista.
Segundo apurou a ESPN, a alta cúpula palestrina entende o resultado do novo julgamento, que tirou Moisés do restante do Estadual e ao qual só cabe recurso agora no STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva), como retaliação da FPF (Federação Paulista de Futebol), com quem o clube está rompido desde 2018, e agora também com o TJD-SP.
Para o Verdão, a entrevista dada pelo presidente do Tribunal, Antônio Olim, no último dia 25 de março, na qual ele mandou a equipe palestrina "parar de chorar" a respeito das reclamações que vinha fazendo sobre o VAR, deteriorou a relação, que já era ruim por conta dos julgamentos de interferência externa na decisão do Paulistão do ano passado.
O Palmeiras entende que há má vontade de Olim e do TJD-SP para com o time, e que isso ficou exposto na punição ampliada de Moisés, já que, na visão da diretoria alviverde, o volante foi agredido por Gustavo Henrique, e não faz sentido sequer levá-lo a julgamento, quanto mais aplicar um gancho de quatro partidas, tirando o jogador do resto do Paulistão.
Procurado pela reportagem, o Verdão disse que não iria se posicionar.
Por meio de suas redes sociais, porém, o próprio Moisés ironizou o resultado do julgamento: "Não entendo mais nada", escreveu, postando também emojis de mãos aplaudindo, em referência à decisão do Tribunal.
O clube volta a campo no próximo domingo, contra o São Paulo, às 16h (de Brasília), no Allianz Parque, pelo jogo de volta da semifinal do torneio. A ida, no Morumbi, terminou 0 a 0.
