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Companheiro de Raí e Leonardo no PSG, técnico do Panamá foi o maior jogador da história do país

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Técnico do Panamá revela inspiração em Óscar Tabárez (0:29)

Em seu jogo de despedida, Julio César Dely Valdés fez questão de contar com o treinador do Uruguai dirigindo seu time. (0:29)

Julio César Dely Valdés assume neste sábado a seleção do Panamá pela segunda vez na carreira. A nova trajetória tem data marcada para terminar: ele foi contratado na condição de interino, com objetivo de disputar a Copa Ouro, em junho.

Dely Valdés é um sobrenome comum para quem viveu o futebol nos anos 90. Seu irmão mais velho, Armando Javier, era chamado pelos panamenhos de Armando “Pelé” Dely Valdes, por ser um dos primeiros a romper a barreira internacional. Jogou no Argentinos Juniors por seis anos.

Já seu irmão gêmeo teve uma carreira discreta entre clubes do Chile e do Japão. Também trabalha na seleção do Panamá como auxiliar técnico.

Quem alçou voos mais altos foi o atual treinador, adversário da seleção brasileira em amistoso a ser realizado no Estádio do Dragão, no Porto, às 14h (de Brasília) deste sábado. Julio Dely Valdés é ídolo no Nacional do Uruguai, campeão no país em 1992. De lá foi para o Cagliari, levado por Oscar Tabarez. Após duas temporadas na Itália, se transferiu para o Paris Saint-Germain, onde jogou com Raí e Leonardo.

Valdés chegou para a vaga de George Weah, que havia sido negociado com o Milan. A contratação dele inclusive impediu a ida de Roberto Carlos para o Paris, como contou à ESPN o empresário responsável pela transação à época.

No PSG, ele foi vice-campeão Campeonato Francês duas vezes e ganhou a Copa dos Campeões da Uefa na temporada 1996-97. Na final vencida por 1 a 0 contra o Rapid Viena, entrou em campo aos 12 minutos de jogo, substituíndo o lesionado Raí.

A carreira internacional ainda teve uma passagem memorável na Espanha: Dely Valdes, chamado de “Panagol”, é até hoje o maior artilheiro da história do Málaga na primeira divisão (34 gols). Reconhecido na cidade, vinha trabalhando na equipe B do clube antes de reassumir a seleção do Panamá.

A ligação com Óscar Tabárez se manteve até o fim da carreira. Em seu jogo de despedida, fez questão de contar com o treinador do Uruguai dirigindo seu time. “Ele foi meu técnico duas vezes, no Cagliari e no Oviedo. Foi a pessoa que me inspirou a ser treinador. O que mais gosto nele é a forma de trabalhar, a seriedade como executava seu trabalho e também sua personalidade, muito professional, muito séria. Foi o que mais me impactou”, disse após o treinamento prévio ao amistoso.