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"Capitã Marvel": de Messi a Marta, os grandes líderes do futebol mundial

Sabemos quem são os maiores capitães do cinema: Capitão América e Capitão Marvel, obviamente. Mas, e no futebol? A braçadeira tem um significado especial: liderança, honra, talento e responsabilidade. Para marcar o lançamento de "Capitã Marvel", que chega às telas em 8 de março, nos unimos à gigante dos quadrinhos para transformar os seis melhores capitães do futebol em super-heróis.

Lionel Messi

Capitão: Barcelona, Argentina
Superpoder: habilidades onipotentes

É injusto comparar Messi a Thanos. Afinal, um é um herói e o outro, bem, ele é o Titã Louco. Mas o capitão do Barcelona é tão poderoso e destrutivo em campo quanto ele. Em vez de estalar os dedos para causar estragos, Messi deixa o seu jogo falar por si: pés amarrados à bola, dribles sobrenaturais, capacidade de finalizar em espaços apertados ou de longa distância... Depois, há o rastro de sua destruição, claro, como quando Jérôme Boateng, do Bayern, foi dobrado como origami enquanto Messi dava um drible avassalador para marcar na semifinal da Champions League de 2014. (A piada é que estão tentando retirar o afundado Boateng do gramado até hoje). E essa é a última ironia com Lionel Messi: ele conquistou o esporte, mas você sente que ele ainda não conhece os limites de seus poderes. Assustador, não?


Marta

Capitã: Seleção brasileira
Superpoder: autoconfiança pura

Marta Vieira da Silva incorpora a excelência do futebol brasileiro. Ela marcou mais gols pela seleção (110) do que Pelé (95) em sua carreira, e a talentosa atacante também detém o recorde de mais gols, 15, na história da Copa do Mundo feminina. Além disso, ela está apenas 1 gol atrás do artilheiro de todos os tempos em Mundiais, Miroslav Klose, um fato que provavelmente irá mudar na Copa feminina deste ano. Quando perguntada sobre o superpoder que ela queria ter, ela disse à ESPN: "Eu espalharia igualdade de gêneros ao redor do mundo. Isso vem com respeito, empoderamento, vem com tudo que é necessário para entender que nós, como seres humanos, somos capazes de tudo". Falou como uma verdadeira capitã.


Megan Rapinoe

Capitã: Seleção dos EUA
Superpoder: destemor dentro e fora de campo

Líderes tomam posição quando é mais importante ou, no caso de Rapinoe, ajoelhando. A co-capitã da seleção feminina dos EUA, ao lado de Alex Morgan e Carli Lloyd, foi uma das primeiras atletas profissionais fora da NFL a apoiar Colin Kaepernick. "Eu fiz uma auto-reflexão e acho que precisava disso", diz Rapinoe, que também é defensora pública dos direitos LGBTQ e da igualdade de remuneração. "Sei que eu queria ser mais um líder neste time. Ainda estou muito firme sobre ajoelhar-se e o que tudo isso significa... e eu ainda apoio firmemente Colin Kaepernick." Isso foi há dois anos. Rapinoe continua a ampliar seu currículo que inclui o título da Copa do Mundo feminina de 2015 e o ESPY de 2011 como Melhor Jogadora do Ano.


Sergio Ramos

Capitão: Real Madrid
Superpoder: Mr. Clutch

Você não pensa em gols quando está falando de zagueiros, mas é diferente com Sergio Ramos. Ele marcou 59 vezes em LaLiga e 11 na Champions League desde 2005. Não é apenas quantidade. Os dicionários deveriam colocar sua foto ao lado da definição de "clutch", aquele que decide no fim, no momento de definição de um jogo. Há muitos gols para contar nessa situação, e seu mais memorável continua sendo a cabeçada contra o Atlético de Madrid para forçar a prorrogação na final da Champions de 2014. A história de origem de Ramos começou em Sevilla graças ao tutor Pablo Blanco. "Ele era basicamente um atacante quando veio até nós", disse o ex-jogador ao jornal AS. "Ele sempre quer vencer". Essa atitude tem um custo: Ramos recebeu cartão amarelo mais de 200 vezes e foi expulso em 25 ocasiões, mas os torcedores do Real Madrid não queriam de outra maneira. E ele passou 2018 sem um único vermelho. Milagres acontecem.


Daniele De Rossi

Capitão: Roma
Superpoder: lealdade

De Rossi já foi conhecido como "Capitão Futuro", o jogador escolhido para liderar a Roma após a saída de Francesco Totti. Claro, Totti ficou por ali por "pouco tempo" (de 1992 a 2017, para ser exato), após o qual De Rossi finalmente colocou a braçadeira, aos 34 anos. Atualmente, o meio-campista box-to-box é uma raça em extinção, mas em seu auge De Rossi incorporou todos os atributos-chave de um jogador completo: visão, antecipação, força com ou sem a bola, finalização e, claro, a capacidade de acertar um adversário quando necessário - algo que ele comemora com um sinal de perigo tatuado em sua perna. Tendo jogado toda a sua carreira na Roma, uma trajetória que remonta a 2001 e inclui momentos de sucesso com fases de fracasso, ele é o mais raro dos jogadores de futebol neste mundo de transferências astronômicas, dinheiro abundante e jogadores mercenários: ele é o homem de um clube só.


Vincent Kompany

Capitão: Manchester City
Superpoder: líder por excelência

Já se passaram 10 anos desde que Vincent Kompany assinou contrato com o Manchester City - ele é o único jogador que está no clube antes mesmo que o grupo de Abu Dhabi assumisse como dono - e, apesar das lesões o atrapalharem, ele continua sendo um dos líderes, a alma do elenco. No Etihad, Kompany evoluiu para um dos melhores defensores do planeta. Gols, desarmes, porta-voz com os árbitros e com os meios de comunicação, milagres em cima da linha: ele tem tudo em sua caixa de ferramentas. Kompany comandou a equipe que derrotou o Manchester United nas semifinais da Copa da Inglaterra de 2010-2011, no caminho para o clube conquistar sua primeira taça em 35 anos. Depois disso, ele levou o time ao seu primeiro título da Premier League em 44 anos, em 2012. "Ele tem algo especial ", diz seu técnico Pep Guardiola. Kevin De Bruyne, seu companheiro de City e de seleção belga, concorda: ele é "uma lenda para o clube."