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Jogo do Atlético-MG tem cena bizarra com 'folha de sulfite' no lugar de placa de substituição; culpa não é da Conmebol

Já virou tradição na Copa Libertadores as torcidas jogando papel higiênico nos campos, os policiais protegendo os batedores de escanteios para que eles não sejam atingidos por nada e, claro, os cachorros invadindo os campos por toda a América do Sul. Porém, o jogo entre Atlético-MG e Defensor, pela última fase prévia antes do início da fase de grupos, estabeleceu um novo "padrão".

Isso porque os responsáveis esqueceram de levar a placa para o duelo no Estádio Independência nesta quarta-feira e o quarto árbitro teve que improvisar. Ao final do primeiro tempo, ele levantou uma folha sulfite para indicar os acréscimos de dois minutos.

A ação, claro, chamou atenção nas redes sociais, com os torcedores do Atlético-MG ironizando a Conmebol, entidade responsável pela Libertadores: "Conmebol é tão ruim que se preocupa com tanta coisa pequena, mas nem a placa de substituição os caras levam para o estádio", postou um torcedor no Twitter.

Porém, a verdade é que a culpa, dessa vez, não foi da Conmebol. A reportagem do ESPN.com.br entrou em contato com Sálvio Spínola, ex-árbitro e atual comentarista de arbitragem dos canais ESPN, que explicou que a responsabilidade nesse caso era da Federação Mineira.

"No regulamento da Libertadores feito pela Conmebol, a responsabilidade de levar a bola e a placa que indica substituições e o tempo de acréscimo é do time mandante. Mas é lógico, o time mandante não vai fazer isso porque essas coisas ficam com a Confederação ou a Federação local. No caso do jogo do Atlético, os árbitros colombianos tiveram que improvisar com um papel. Vergonha! Um papelão! Ficou feio! Mas nesse caso, a responsabilidade é da Federação Mineira. A Federação local tem a responsabilidade de levar os equipamentos do jogo", explicou ele.

Por outro lado, a Federação Mineira, em contato com a reportagem, negou que a placa fosse de sua responsabilidade.