Boca Juniors e River Plate fizeram um jogo eletrizante na primeira partida da final da Copa Libertadores, que terminou empatado em 2 a 2.
Ábila abriu o placar para o Boca, Pratto empatou para o River. Benedetto recolocou os xeneizes em vantagem, e o zagueiro Izquierdoz fez contra, para os millonarios.
Tudo isso aconteceu em 11 de novembro, há nada menos que 26 dias. Que serão 28, quando os rivais, finalmente, se enfrentarem, no domingo, dia 9, em Madri, no Estádio Santiago Bernabeu.
Desde aquele primeiro jogo, que também ocorreu com um dia de atraso - devido a chuvas em Buenos Aires -, aconteceu de tudo. O que não aconteceu, de jeito nenhum, foi o segundo jogo.
Agendada para o dia 24, no Monumental de Nuñez, a partida foi adiada, nesta data, para o dia seguinte, por conta de um ataque ao ônibus da delegação boquense.
No dia 25, novo adiamento. E, desde então, uma sucessão de fatos fez com que o jogo fosse especulado para acontecer nos quatro cantos do planeta, ser suspenso e decidido no tapetão. Até, por fim, ser confirmado para a capital espanhola.
Abaixo, o ESPN.com.br listou as idas e vindas da partida até agora. Na expectativa de que, enfim, a Libertadores tenha o seu desfecho, no domingo, dia 9. Confira:
24 de novembro
O Monumental já estava cheio quando o ônibus do Boca Juniors, nas imediações do estádio, é alvo de pedras e objetos.
Lamardo e Pablo Pérez, jogadores do Boca, são levados ao hospital, com escoriações. Toda a delegação sofre efeitos de gás pimenta lançado por policiais para tentar dispersar a confusão.
A Conmebol primeiramente atrasou o início do duelo em uma hora. Os atrasos foram se sucedendo. Até que, por volta das 20h locais, foi anunciado o adiamento da final para o dia seguinte,
25 de novembro
Os hinchas do River já lotavam o Monumental, pelo segundo dia seguido, quando veio o anúncio: o presidente da Conmebol, Alejandro Domínguez, comunicava que a decisão da Libertadores estava adiada indefinidamente.
O dirigente paraguaio afirmou que os clubes não estavam em "igualdade de condições" após os ataques sofridos pelo ônibus do Boca na chegada ao Monumental de Núñez para a decisão no dia anterior.
Com dois jogadores parando no hospital - entre eles o capitão Pablo Pérez - e outros lesionados, o time xeneize já havia pedido a suspensão do jogo, além de punições ao River.
26 de novembro
Enquanto seguia a indefinição quanto à data e ao local da segunda partida da final da Copa Libertadores, cidades de fora da Argentina já se candidatavam para ser sede da decisão.
A primeira a se manifestar foi Gênova, na Itália, de onde vieram, em sua maioria, os fundadores do Boca Juniors.
Belo Horizonte também entrou na disputa, oferecendo o Mineirão. Doha, no Catar, também aparecia como possibilidade.
Na mesma segunda-feira, o astro Diego Maradona, ídolo boquense, dizia que o título deveria ir para o Boca. Felipão, técnico do Palmeiras, fazia coro, engrossando o desejo do presidente Daniel Angelici. Rodolfo D'Onofrio, presidente do River, claro, era contrário ao tapetão.
27 de novembro
A Conmebol, após reunião com os presidente de Boca Juniors e River Plate, decide que a decisão será realizada entre 8 e 9 de dezembro. Mas não apontou nem local, nem data exata e horário para o embate, deixando apenas claro que ele não ocorreria na Argentina.
Presidente do Boca, Angelici volta a afirmar: "Não aceitamos jogar qualquer jogo", requisitando, para o seu clube, o troféu. E dizia: "vou até as últimas instâncias!".
28 de novembro
O Boca Juniors elabora um documento de 26 páginas, endereçado ao Tribunal da Conmebol, para tentar conquistar a Libertadores sem jogar, pedindo a desclassificação do River Plate.
Madri e Barcelona aparecem como candidatas a sediar a partida decisiva pela primeira vez e despontam como favoritas na disputa.
João Farias, secretário de Esportes e Lazer de São Paulo, informa à CBF que a capital paulista está à disposição para receber o jogo.
O River Plate é eliminado pelo Gimnasia, nos pênaltis, na semifinal da Copa da Argentina.
29 de novembro
A Conmebol anuncia que seu Tribunal disciplinar recusou a denúncia do Boca Juniors de que deveria ganhar os pontos do duelo com o River Plate, E, por fim, confirma o jogo para Madri, no dia 9 de novembro.
1º de dezembro
O River Plate emite um comunicado dizendo negar-se a disputar a partida contra o Boca em Madri.
2 de dezembro
Desta vez pelo Campeonato Argentino, o River vence o Gimnasia por 3 a 1, em casa.
O Boca bate o Independiente por 1 a 0, fora de casa, também pelo campeonato nacional.
4 de dezembro
O Boca Juniors embarca para Madri, com festa e banderazzo de sua torcida.
Com dificuldade de abrir caminho, a polícia de Buenos Aires recebe ajuda de Rafael Di Zeo, líder de "La 12", a mais temida barra brava do Boca, para que o ônibus do clube chegue ao aeroporto.
5 de dezembro
Foi a vez de o River embarcar, com uma festa um pouco mais modesta que a de seu adversário.
O Boca desembarca na capital espanhola, sem festa.
6 de dezembro
Na madrugada, horas depois do Boca, o River Plate chega à Espanha e é recepcionado, às 2h30 do horário local, por uma pequena torcida.
O Boca Junior treinou pela primeira vez em solo espanhol, no centro de treinamentos da Real federação Espanhola de Futebol.
O River Plate, por sua vez, treina no CT do Real Madrid.
