O museu do River Plate, localizado ao lado do estádio Monumental de Núñez, é uma visita obrigatória a qualquer fã de futebol que passe por Buenos Aires. Em cerca de uma hora e por 225 pesos argentinos (R$ 23,58 na cotação atual) - ou 300 pesos (R$ 31,44), com o passeio guiado pelo campo incluso -, é possível conhecer de forma didática um pouco da história do clube.
Porém, o museu, que por essência é o lugar que rememora o passado de algo ou alguém, acabou, neste momento e neste caso, dando destaque ao presente. Ou melhor, ao futuro a curto prazo.
Logo após o ponto de entrada da visita ao local, a primeira atração desde esta quarta-feira é a taça original da Copa Libertadores, que será entregue no sábado a River ou Boca Juniors, que se enfrentam justamente no Monumental de Núñez pelo confronto de volta da decisão - na ida, empate por 2 a 2. Dessa forma, os Milllonarios esperam que o objeto deixe o seu museu por apenas algumas horas.
Enquanto o tão aguardado jogo não chega e não se descobre o campeão, os visitantes - que se tornaram mais numerosos no museu na semana da final - podem guardarem um registro ao lado da taça. "Só não pode tocá-la", alerta os profissionais que não tiram os olhos do objeto, mas por um motivo diferente do que o dos torcedores, que posam para os flashs com um sorriso em um misto de alegria e ansiedade.
Taça da Libertadores ficará aqui depois de sábado? pic.twitter.com/lnRTAW9XV6
— André Donke Tenreiro (@AndreDonke) November 22, 2018
O desejo não é disfarçado pelo próprio clube. "Tour pela Copa 2018", estampa a porta de entrada do Museo River. Uma camisa do capitão Leo Ponzio e um paletó de Marcelo Gallardo, que ganha espaço nobre no setor dos técnicos, traz ainda mais à tona a mistura entre passado e presente do clube, que busca seu quarto título na Libertadores, após ter vencido em 1986, 1996 e 2015.
Um paletó autografado e um espaço nobre no setor dos treinadores no @MuseoRiver . Marcelo Gallardo é muito ídolo no clube pic.twitter.com/2XX3mxkBms
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Mas justiça seja feita, apesar do lugar nobre que 2018 ocupa no momento no museu, não é por falta de atenção ao passado. Seja torcedor do River ou um fã do futebol em geral, o visitante fica por dentro de forma objetiva e sucinta sobre aspectos do clube, como todos os escudos, presidentes, conquistas e estádios.
No andar superior, um caminho na ordem cronológica indica ano a ano desde a fundação do River em 1901. Cada década ganha uma sala preenchida por um vídeo mostrando o que aconteceu no mundo no período, assim como informações nas paredes resumindo o que o clube fez naqueles dez anos.
Dependo do que acontecer no sábado, a década que ainda nem acabou pode virar o ponto alto do museu.
Linha do tempo no chão é um dos atrativos no @MuseoRiver pic.twitter.com/AkDGDEn2nC
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Entrada do @MuseoRiver , que fica ao lado do Monumental de Núñez pic.twitter.com/gFhhzPZWhu
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Presença da taça oficial da Libertadores é um dos atrativos do @MuseoRiver entre quarta e sexta desta semana pic.twitter.com/TI2NIsywKm
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