<
>

Manchester City tem e-mails que mostram quebra de Fair Play Financeiro vazados por revista

Na última semana, o Football Leaks mostrou que a Uefa encobriu o doping financeiro de PSG e Manchester City. Agora, o clube inglês teve e-mails vazados que mostram como as regras do Fair Play eram quebradas, sem haver punição.

Uma série de quatro reportagens da revista alemã Der Spiegel sobre os ‘Citizens’ começou a ser publicada na última segunda-feira e já trouxe várias bombas. A publicação revela conversas comprometedoras entre dirigentes da equipe em 2013.

As regras financeiras da Uefa pregam que um clube não gaste mais do que tenha capacidade de receber com sua receita própria. Entretanto, o Manchester City recebia muito mais de seus patrocinadores do que era combinado.

“Teremos um déficit de 9,9 milhões de libras para cumprir com o Fair Play Financeiro da Uefa nesta temporada”, escreveu o chefe financeiro do City, Jorge Chumillas, à época. “O déficit é devido à rescisão com Roberto Mancini. Acho que a única solução que sobra é um montante adicional de receitas de patrocínios de Abu Dhabi que cubram essa distância”, afirmou.

O CEO do clube, Ferran Soriano, sugeriu então que os apoiadores pagassem o bônus de título da FA Cup – que o Manchester City não tinha ganhado. Ao final da temporada, os patrocínios foram “ajustados” e renderam 7,5 milhões de libras a mais do que o combinado inicialmente, algo inimaginável numa relação comercial normal.

Quando Chumillas perguntou ao mandatário se eles poderiam fazer tal ação, foi prontamente respondido: “Claro, podemos fazer o que quisermos”.

E não termina aí. Outras conversas vazadas entre os dirigentes mostram que parte do dinheiro não vinha das empresas que patrocinam, mas diretamente do próprio xeque Mansour, o dono do time e membro da família real de Abu Dhabi.

“Como discutimos, a obrigação anual direta da Aabar é de 3 milhões de libras”, escreveu o dirigente Simon Pearce. “Os outros 12 milhões de libras requeridos virão de fontes alternativas providas por Sua Alteza”, finaliza.