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Fifa peita gigantes europeus e quer novo Mundial de Clubes todo ano

Desde o final do ano passado, a imprensa europeia fala dos planos da Fifa para alterar o Mundial de Clubes, com a competição passando a ter 24 clubes e contando com uma premiação milionária, graças a um grupo misterioso de investidores do Oriente Médio e da Ásia.

Durante a última Copa do Mundo, o próprio presidente da entidade, Gianni Infantino, confirmou que estudava mudanças.

Nesta terça-feira, o jornal The Guardian, o mais importante da Inglaterra, revelou, porém, que o mandatário já não quer mais o formato que vinha sendo falado, com a competição tendo 24 times e sendo disputada a cada quatro anos, acabando com a Copa das Confederações.

De acordo com o diário, Infantino irá propor ao Conselho da Fifa nesta quarta-feira, em Ruanda, que o torneio seja de fato ampliado para 24 participantes, passando a conter equipes top da Premier League e de toda a Europa.

No entanto, ele quer que o certame continue sendo anual, disputado preferencialmente entre julho e agosto.

Para tentar "fisgar" os europeus, o presidente prometerá premiações gigantescas aos clubes, que virão através de novos patrocinadores.

O Guardian apurou que a grana deve vir tanto do SoftBank, corporação multinacional japonesa de telecomunicações e internet, quanto de investidores da Arábia Saudita.

O jornal também salientou, porém, que os gigantes europeus, que tinham se mostrado favoráveis à mudança do Mundial de Clubes para a disputa de quatro em quatro anos, devem votar contra a nova proposta anual de Infantino.

É esperado, portanto, que os nove membros da Uefa no Conselho da Fifa, incluindo o presidente da associação europeia, Alexander Ceferin, deem um claro "não" à nova ideia e apresentem seu descontentamento com o plano.

"O órgão que comanda o futebol europeu vê qualquer plano de um Mundial de Clubes anual como uma afronta direta à Uefa Champions League", destacou o diário.