O atacante Silas Brindeiro, 31 anos, faleceu na noite de terça-feira (25/09). Ele lutava contra uma leucemia desde 2014 e estava internado com uma infecção pulmonar desde o dia 2 de maio deste ano no Instituto Brasileiro de Controle do Câncer (IBCC), em São Paulo.
Em junho deste ano, ele havia passado por um transplante de medula óssea e prosseguiu com o tratamento no IBCC.
O ex-jogador do Guarani será velado e enterrado em sua terra natal, em Santarém, no Pará.
"Com profundo pesar, o Guarani Futebol Clube informa e lamenta o falecimento do atacante Silas dos Santos Brindeiro, de 31 anos. Silas, batalhava contra a leucemia e faleceu na madrugada desta quarta-feira(26), no Instituto Brasileiro de Controle do Câncer (IBCC), em São Paulo. O atacante defendeu as cores do Bugre no ano de 2014. O Guarani por meio de seu Conselho de Administração externa os sentimentos à família e aos amigos. O futebol está de luto. Descanse em paz, Silas", disse o time paulista em nota oficial.
Silas descobriu que estava com leucemia quando defendia o Capivariano na Copa Paulista, em 2014. Ano passado, ele concedeu uma entrevista ao ESPN.com.br contando sua história:
“Nos treinos eu estava sentindo um cansaço além do normal. Muito maior do que o dos meus companheiros. Falei isso para os médicos, que desconfiaram e me mandaram fazer os exames”, recordou.
“O resultado saiu dia 20 de dezembro de 2014. Tomei um grande susto. Logo em seguida eu comecei a fazer o tratamento”, disse.
Não foi nada fácil para Silas ter que dar essa notícia para sua família e passar o natal em um hospital. Além disso, vieram todos os efeitos colaterais da quimioterapia, incluindo a perda de cabelos.
“Recebi muita ajuda dos amigos e da família. O Douglas [goleiro do Avaí], que foi meu companheiro no Capivariano, me apoiou muito nessa hora. Ele acompanhou de perto meu sofrimento e estava sempre disposto a me ajudar por saber na pele como é”, analisou.
Anos antes, o arqueiro havia vencido uma batalha contra um câncer no testículo.
Silas ficou em tratamento por todo ano de 2015 e chegou a acertar com o Penapolense no ano passado. Com a volta da doença, porém, precisou se retirar novamente dos gramados.
“Fiz o tratamento até junho de 2016. Eu fiquei curado, mas não tinha conseguido um doador de medula óssea compatível e a doença voltou no final do ano”, lamentou.
O doador apareceu em junho deste 2017, porém, o atacante precisaria passar por um tratamento chamado Car-T Cells, que existe apenas em hospitais no Texas e em Nova Jersey, para eliminar as células cancerígenas.
A quantia estimada para os custos chegava a mais de R$ 1 milhão, mas o valor arrecadado com familiares, amigos e personalidades do futebol chegou a apenas R$ 200 mil. Mesmo assim, foi para os EUA e fez o tratamento, que não teve o efeito esperado. Na volta, ainda passou por um transplante de medula.
Silas foi revelado no Remo e passou por Mogi Mirim, Grasshoppers-SUI, Trofense-POR , Náutico, Capivariano, Guarani, Brasilense e Cuiabá.
