<
>

Dos 23 campeões do mundo com a Itália em 2006, 11 viraram técnicos e um foi condenado à prisão; veja onde estão todos

Já se passaram mais de 12 anos desde o tetracampeão mundial da Itália, em 2006. Até por isso, a maioria dos craques que conquistaram a Copa do Mundo naquele ano já se aposentaram, com apenas três ainda estando em atividade em alto nível. Entre os que encerraram a carreira, uma constatação: quase todos viraram técnicos. Alguns ainda comandam equipes das categorias de base, enquanto outros já estão em grandes clubes do futebol mundial.

Uma das opções do porque a maioria deles tomar a decisão de seguir essa carreira está na própria Itália de 2006. Isso porque quem comandava a equipe na época era Marcello Lippi, considerado um dos melhores treinadores da história do futebol italiano e que, com certeza, serviu de professor para cada um de seus 23 comandados.

Confira, a seguir, o que estão fazendo cada um dos convocados por Lippi para a Copa de 2006, disputada na Alemanha:

Gianluigi Buffon (40 anos)

Continua sendo um dos melhores goleiros do mundo. Depois de "uma vida" na Juventus, cogitou se aposentar ao fim da última temporada, mas foi convencido a assinar com o Paris Saint-Germain, onde ficará até 2020.

Angelo Peruzzi (48 anos)

Jogador mais velho de todo aquele grupo, Peruzzi se aposentou um ano após a Copa do Mundo. Em sua carreira, passou por clubes como Roma, Juventus, Inter de Milão e Lazio, onde atualmente trabalha no corpo diretivo.

Marco Amelia (36 anos)

Amelia sempre foi considerado uma promessa no gol, mas acabou não virando. Tanto é que teve passagens apenas discretas por Roma, Milan e Chelsea e, no restante da carreira, atuou por clubes de menor expressão. Se aposentou em 2017 e atualmente é técnico do Lupa Roma, time da capital que disputa a Série D do futebol italiano.

Gianluca Zambrotta (41 anos)

Polivalente, Zambrotta atuou em alto nível por muitos anos, acumulando sete anos na Juventus, dois no Barcelona e mais quatro no Milan. Depois disso, foi para o Chiasso, da Suíça, exercer função de jogador e treinador. Hoje em dia espera uma oportunidade para voltar ao banco de reservas.

Fabio Grosso (40 anos)

Um dos grandes heróis daquela Copa, batendo o pênalti decisivo na final, contra a França, Grosso viveu uma verdadeira transformação depois de 2006. Se antes disso ele só tinha atuado em clubes menores, depois ele passou por Inter de Milão, Lyon e Juventus, onde se aposentou. Atualmente, é o treinador do Hellas Verona.

Massimo Oddo (42 anos)

O ex-lateral iniciou e terminou a carreira no Milan. Nesste meio tempo, porém, foi emprestado e até mesmo vendido para muitos clubes. Sua melhor fase foi na Lazio, onde estava na época da Copa. Após encerrar a carreira, já teve quatro experiências como treinador, sendo a última delas na Udinese, na temporada que se encerrou há pouco. Agora, procura uma nova oportunidade.

Cristian Zaccardo (36 anos)

Zaccardo foi convocado para a seleção italiana enquanto atuava no Palermo, clube onde teve mais sucesso. Depois, passou por Wolfsburg, Parma e Milan, antes de ir atuar em times de pouca expressão. Sua última experiência foi no Hamrun Spartans, de Malta, de onde saiu no primeiro semestre. Até agora não anunciou se continua jogando ou se aposenta.

Fabio Cannavaro (45 anos)

Capitão da Itália em 2006 e 2010 e eleito melhor jogador do mundo no ano em que foi campeão da Copa, Cannavaro, depois de brilhar por Napoli, Parma, Inter, Juventus e Real Madrid, se aposentou no Al-Ahli. Já há alguns anos, atua como treinador em mercados paralelos. Desde 2017, dirige o Guangzhou Evergrande, da China, clube dos brasileiros Paulinho e Ricardo Goulart.

Alessandro Nesta (42 anos)

Titular absoluto da Itália na campanha da Copa, Nesta perdeu os últimos jogos por causa de lesão, fato que o atrapalhou também ao longo da vitoriosa carreira como zagueiro de Lazio e Milan. Sua primeira experiência como técnico foi em 2015, no Miami FC. Hoje em dia, dirige o Perugia, que atualmente disputa a Série B.

Marco Materazzi (45 anos)

Grande símbolo daquela Copa, ao levar a famosa cabeçada de Zidane na final, Materazzi atuou por 10 anos na Inter de Milão, onde se aposentou em 2011. Voltou aos campos três anos depois, no Chennaiyin, da Índia, para ser jogador e técnico e conseguiu um título logo em sua primeira experiência. Desde então, porém, segue esperando uma nova oporunidade para comandar uma equipe.

Andrea Barzagli (37 anos)

Mais um que, assim como Buffon, continua atuando em alto nível. Isso porque, desde 2011, está na Juventus, onde já disputou quase 300 partidas e conquistou inúmeros títulos.

Gennaro Gattuso (40 anos)

Símbolo de raça e muita disposição, Gattuso fez história com a camisa do Milan, onde atuou por 13 temporadas. Depois disso, foi para o Sion, onde foi jogador e técnico por um período. Depois de mais alguns clubes de menor expressão, assumiu as categorias de base do Milan em 2017 e, poucos meses depois, assumiu o time principal.

Andrea Pirlo (39 anos)

Um dos grandes craques daquela geração, Pirlo se aposentou em 2017, após dois anos no New York City, dos Estados Unidos. Antes disso, brilhou por Milan e Juventus, onde colecionou muitos títulos. Atualmente, o ex-meia trabalha como comentarista de TV.

Daniele De Rossi (35 anos)

O terceiro, e último, que ainda está em atividade. E no mesmo clube em que estava quando jogou a Copa de 2006: a Roma, única equipe onde atuou em toda a carreira e em que é um dos maiores ídolos da história. Está na seleção italiana até hoje.

Mauro Camoranesi (41 anos)

Argentino de nascimento, Camoranesi se naturalizou italiano nos anos em que atuou pela Juventus. Depois disso, ainda jogou pelo Stuttgart, Lanús e Racing, onde se aposentou. Hoje em dia, é mais um que trabalha como comentarista.

Simone Perrotta (41 anos)

Jogador de grande identificação com a Roma, onde atuou por nove temporadas, Perrotta se destacava pela sua polivalência e perseverança em campo. Desde que se aposentou, trabalha em projetos de formação de jovens atletas.

Simone Barone (40 anos)

Talvez o menos conhecido dos 23 campeões mundiais, Barone nunca atuou por um grande clube. Onde mais jogou foi no Torino, onde esteve entre 2006 e 2009. Aposentado desde 2012, atualmente é o treinador das categorias de base do Sassuolo.

Francesco Totti (42 anos)

Camisa 10 da seleção italiana em 2006, Totti se aposentou em 2017, depois de uma vida toda atuando pela Roma. Por toda a identificação e ser considerado o maior jogador da história do clube, ganhou um cargo diretivo desde que pendurou as chuteiras.

Alessandro Del Piero (43 anos)

Outro dos grandes astros da equipe italiana em 2006, Del Piero virou uma lenda da Juventus, onde conquistou todos os títulos possíveis. Em 2012, foi jogar no Sydney, da Austrália e ainda passou pelo Delhi Dynamos, da Índia, antes de se aposentar. Atualmente trabalha como comentarista em um canal de televisão.

Luca Toni (41 anos)

Principal homem-gol da Itália em 2006, Toni atuou por inúmeros time na carreira, mas onde mais fez sucesso foi na Fiorentina e no Bayern de Munique. Encerrou a carreira em 2016, pelo Verona, onde foi consultor e fez curso para virar diretor esportivo. Em 2017, fez o curso da Uefa para se transformar em treinador, mas ainda não assumiu nenhuma equipe. Também já teve algumas experiências como comentarista.

Filippo Inzaghi (45 anos)

Outro que tinha o "cheiro do gol", Inzaghi fez sucesso por Juventus e Milan e é mais um que conquistou todos os títulos possíveis. Desde que se tornou treinador, já passou pelo Milan, Venezia e agora está no Bologna.

Alberto Gilardino (36 anos)

Gilardino iniciou uma carreira dando mostras que se transformaria em um dos grandes goleadores da Europa. Até fez seus gols, mas não virou o que se esperava. Desde que deixou o Milan, em 2008, passou por muitas equipes, até chegar ao Spezia, onde se aposentou ao fim da última temporada. Ainda não decidiu o que fará no futuro.

Vincenzo Iaquinta (38 anos)

Atacante de qualidade duvidosa, Iaquinta teve boas passagens por Udinese e Juventus, onde se aposentou em 2013. Desde então, está fora do mundo do futebol. Recentemente, se envolveu em problemas com a polícia por supostas ligações com a máfia e corre o risco até mesmo de ser preso.