O abismo entre a Uefa Champions League e as outras competições não existe só dentro do campo, mas também fora dele. A competição europeia que iniciou sua fase de grupos na última terça-feira paga muito mais pela participação, por exemplo, do que o máximo possível a receber pela Copa Libertadores ou Copa do Brasil.
Só de estar entre os 32 times que atuam na etapa inicial do torneio, já se recebe uma taxa fixa de 15,25 milhões de euros (cerca de R$ 73 milhões). Além disso, há bônus por performance na fase de grupos: cada vitória rende mais cerca de R$ 13 milhões, e cada empate outros R$ 4,3 milhões.
A Copa do Brasil, que tem premiação altíssima para os padrões de copas domésticas, não chega nem perto. O campeão recebe R$ 50 milhões, sendo R$ 67,3 milhões o máximo que pode acumular durante todo o torneio.
A Libertadores, principal competição da América do Sul, fica ainda mais atrás. No total, o campeão pode receber até R$ 35 milhões somando todas as fases. São R$ 38 milhões a menos que a premiação por participação da Champions.
A ‘taça orelhuda’ pode render ainda R$ 245 milhões só pelas vitórias na fase “mata-mata”, sem contar outros as bonificações, como as baseadas no ranking dos últimos 10 anos dentro competição – que terá um montante de R$ 4,2 bilhões para ser divido entre todos os clubes – e as que levam em conta o valor de mercado de cada clube – outro R$ 1,4 bilhão no total.
