Corinthians diz que tem 'pelo menos seis interessados' em naming rights da Arena

No mínimo seis empresas têm interesse em batizar a Arena Corinthians. Ao menos é essa a versão da diretoria do clube, 2.374 dias depois da primeira promessa do hoje presidente Andrés Sanchez sobre a venda dos naming rights do estádio. A última atualização foi dada pelo atual diretor de marketing, Luis Paulo Rosenberg, em programa da TV oficial alvinegra.

“Em relação a naming rights, é uma construção, temos pelo menos seis interessados, em que a gente tenta construir um conjunto. É um compromisso que a empresa assume por 20 anos, o clube também. Esse entrosamento tem que ser muito bem feito. Estou muito animado. Tem algumas negociações internacionais, outras no Brasil. Espero avançar nisso o mais rápido.”

A declaração foi dada em atração batizada de “Papo Reto”, um programa que, segundo o clube, será semanal e sempre terá o presidente Andrés Sanchez, com um convidado, respondendo perguntas de torcedores. Na primeira edição, o vídeo foi gravado e teve 13 minutos de duração.

“Não há dia que o marketing não trabalhe nessa situação. Mas o negócio tem seu tempo próprio. Todo trabalho do marketing é voltado a isso. Aguardem uma grande alegria”, completou Rosenberg, ainda falando sobre a venda do nome do estádio, inaugurado para a Copa do Mundo de 2014.

A primeira promessa de Andrés Sanchez sobre o assunto foi feita em 6 de fevereiro de 2012. Na época, o hoje presidente corintiano, então diretor de seleções da CBF, disse: "Estamos negociando com sete empresas. Depois que o próximo presidente assumir, divulgamos em, no máximo, 30 ou 40 dias". A promessa era de que o acordo seria anunciado em março daquele ano, após eleição de Mário Gobbi.

Ainda sobre as finanças da Arena, Rosenberg garantiu que o Corinthians está honrando todos seus compromissos. “Não temos nenhum atraso. Antigamente pagávamos (parcelas de) R$ 2 milhões, passamos a pagar R$ 6 milhões e estamos honrando em dia. A Caixa está contente com nosso desempenho, apoiando medidas que facilitam a gestão da Arena. Participando com a gente na análise das receitas e vai ficar mais tranquilo quando conseguirmos os naming rights.”

Já Andrés tratou sobre o assunto com foco nas renegociações lideradas pela direção tanto com a Caixa, quanto com a Odebrecht. “A renegociação com a Caixa está bem adiantada, talvez nas próximas semanas tenhamos novidades, e aí sim vamos entrar em negociação com a Odebrecht, sobre o que falta acabar e outras questões.”

Com a Caixa, o problema é que o formato do pagamento do financiamento do estádio foi feito com base apenas nas receitas geradas pela própria Arena, algo que, até o momento, o clube tem encontrado dificuldades. O prazo para o pagamento, até o fim de 2028, não está entre as discussões.

Já em relação à Odebecht, com quem o Corinthians tem a outra parte da dívida total com o estádio, a divergência está no valor devido. A construtora entende que a quantia está na casa de R$ 850 milhões, enquanto a direção alvinegra contesta, em virtude de obras não realizadas na comparação com o projeto inicial.

Omni – Andrés e Rosenberg falaram também sobre a Omni, empresa gestora do programa de sócio-torcedor do Corinthians e que também era responsável pelo estádio da Arena – foi substituída pela Indigo, que assumiu a operação com investimento de R$ 15 milhões.

“A Omni vem prestando vários serviços ao Corinthians. Teve um papel decisivo no sócio-torcedor. Chegou a um momento que queremos dar uma outra dimensão. Que se gerem benefício para todos torcedores. A Omni não é a empresa mais adequada para isso. O primeiro passo já demos, foi trocar a Omni, que vinha num sacrifício, tocando nosso estacionamento, trocamos por uma multinacional francesa, que pagou uma joia para entrar, foi importante nas negociações. Vai dar um dinamismo no estacionamento, o frequentador do estádio vai sentir isso rapidamente. Mas queremos coisas grandiosas, estamos negociando com grandes empresas”, disse Rosenberg.