Quando Zlatan Ibrahimovic decidiu se aposentar da seleção da Suécia após a Eurocopa de 2016, as opiniões eram quase que unânimes quanto as dificuldades que o time teria até para se manter competitivo. Havia uma enorme dúvida até quanto a classificação à Copa do Mundo, ainda mais em grupo com França e Holanda nas eliminatórias e depois tendo a Itália pela frente na repescagem.
Só que a Suécia não só se classificou como conseguiu chegar às oitavas de final como primeira colocada do seu grupo, deixando ninguém menos que a Alemanha pelo caminho!
Mas, afinal, como explicar esse sucesso todo justamente quando o grande astro resolveu parar? A resposta, na verdade, é simples e compartilhada quase que da mesma forma por todos os envolvidos.
“Ibra é o maior jogador da história da Suécia, simples assim. Mas tudo tem um fim. E não poderíamos parar e ficar nos lamentando. Tem que ir em frente e tentar progredir. Obviamente fomos em uma direção diferente. E agora gostamos de dificultar para os outros times. Você não vai nos ver saindo da nossa estratégia, sabemos no que somos bons. E vamos nos manter muito humildes”, explica Sebastian Larsson.
A “direção diferente” citada pelo meio-campista é justamente apostar no jogo mais coletivo, em um time sem astros, mas cheio de ‘operários’.
“Durante toda a eliminatória, depois que Zlatan parou, confiamos muito no coletivo. Não temos uma grande estrela, então temos que trabalhar muito forte. E é isso que acontece. Nós jogamos um bom futebol, não há dúvidas disso. Eu acho que somos um bom time”, explica Ola Toivonen.
“Nada mudou em particular a não ser que perdemos um dos melhores jogadores do mundo. Mas com Janne (Andersson, o técnico) nós construímos uma base nos últimos anos, brigamos uns pelos outros e sabemos que podemos ser muito fortes e ter bons resultados. Outros puderam aparecer também. Fizemos um bom trabalho e estamos nas oitavas de final da Copa”, completa o capitão Andreas Granqvist.
Janne Anderson, aliás, foi parte mais do que fundamental na transformação da equipe. E também na ausência de Ibrahimovic na Copa. O astro chegou até a dizer que gostaria de voltar à seleção para o torneio, mas ouviu um ‘não’ do treinador, que preferiu respeitar o trabalho que havia feito nos últimos anos.
“Eu assumi e tive que reconstruir o time inteiro. Esse processo foi muito interessante, podendo definir estratégias e como poderíamos jogar. Estar aqui hoje é uma cosia que nem tinha ideia que poderia acontecer e eu nem pensava muito nisso”, admite.
Mas ele está. E é bom que não duvidem que a Suécia possa ir ainda mais longe!
“Somos um time forte, não há muita coisa a se dizer. Essas vitórias nos dão confiança e as pessoas já não deveriam mais estar surpresas. Mesmo que a gente não tenha uma grande estrela, somos um time e mostrando que temos as qualidades para fazer o serviço!”, avisa Marcus Berg.
A Suécia enfrenta a Suíça às 11h (de Brasília) desta terça-feira, em São Petersburgo. Quem passar pega o vencedor do confronto entre Inglaterra e Colômbia nas quartas.
