<
>

Neymar foi descoberto brincando na praia e fazia o 'diabo' com bolinha de papel

Sem nunca ter sido um craque e com a carreira já encerrada, Neymar pai foi matar a saudade da bola na praia de Itararé em São Vicente, num amistoso dos amigos contra o clube Tumiaru em meados de 1998. Mal sabia que aquela brincadeira no final de tarde mudaria para sempre a história da sua família.

Ocorre que naquele dia, um conhecido olheiro da Baixada Santista estava no evento e ficou admirado ao ver um menino de seis anos correndo na arquibancada da arena improvisada.

"O menino era Neymar. Ele corria de um lado para o outro. Tinha velocidade, agilidade, ginga. Pensei: 'Esse menino leva jeito'", disse Roberto Antônio dos Santos, o Betinho.

"No mesmo dia conheci a dona Nadine, mãe do Neymar, e vi o pai jogando na areia da praia. O pensamento foi um só: 'Se esse menino tiver a genética da mãe e o estilo de jogo do pai, vai ser jogador e jogador dos bons'".

Betinho se apresentou aos pais do garoto e fez o convite para levarem ele para jogar futsal no Tumiaru. O menino foi. Correspondeu além das expectativas e passou para o campo.

"Teve uma vez que eu estava treinando o Santos, e o Neymar pegava a bola e saia driblando todo mundo. Ele só não driblou o atacante do lado esquerdo, o volante do lado esquerdo e o lateral do lado esquerdo. O resto ele driblou todo mundo e fez o gol", relembrou Betinho.

REI DA BOLINHA DE PAPEL

Outra história marcante para muitos dos que conheceram Neymar, então chamado apenas de Juninho naquele momento, ocorreu na quadra de futsal do colégio Lupe Picasso.

O garoto já estava em um estágio mais avançado para tentar virar um jogador. Havia ingressado no futsal da Portuguesa Santista, onde também treinava no campo.

Nessa época, ele estudava no colégio citado acima, que fica próximo ao Canal 2 de Santos e, portanto, da sede da equipe lusitana. E jogava bola na quadra da escola.

"Tudo isso que falam que o Neymar faz hoje e dizem que é para humilhar o adversário ele já fazia. Eu vi ele fazer gol de bicicleta em quadra de cimento. Vi ele fazer gol de peixinho, bater o peito no cimento e levantar. Vi lambreta dele com bolinha de papel. Tudo isso nunca foi para humilhar. Era fruto do talento dele", disse Darlan Santana, ex-professor de Neymar.

Ele foi fundamental para Neymar naquele momento. Isso porque o menino morava em Praia Grande e viajava todos os dias para Santos. A família ainda não tinha uma condição financeira boa.

"Eu conversei com a diretora da escola e consegui uma bolsa para ele no fim. Depois consegui mais uma porque a irmã dele também estudava aqui", explicou Darlan.