Douglas Costa já perdeu Olimpíada, Copa América e chance na Rússia por lesões; veja histórico

Douglas Costa agradou ao sair do banco na vitória do Brasil sobre a Costa Rica. A chance de ser titular contra a Sérvia, contudo, acabou com uma lesão na coxa esquerda, em um filme que se repete para o atacante, que tem a sina de se machucar às vésperas de momentos importantes.

Somente com a seleção brasileira, o jogador de 27 anos já viu contusões lhe custarem participação em uma Copa América, nos Jogos Olímpicos e em algumas rodadas de eliminatórias para o Mundial. No intervalo de apenas um ano, desde maio de 2016, foram quatro cortes de convocações.

O histórico de lesões de Douglas Costa teve início ainda no Grêmio, em 2009, quando chegou a perder quase toda a primeira fase da Copa Libertadores daquele ano por um problema no ligamento colateral do joelho direito. Ele ficou afastado por pouco mais de 40 dias, de abril até maio.

Já no Shakhtar Donetsk, da Ucrânia, clube que passou a defender no começo de 2010, o atacante teve seu primeiro problema muscular, em outubro daquele ano, que o impediu de ser titular contra o Arsenal na Uefa Champions League. O problema não foi grave, mas o afastou por cerca de 15 dias.

Foi no Bayern de Munique – equipe de Douglas Costa desde julho de 2015 –, contudo, que as lesões se intensificaram. A primeira, novamente muscular, sofrida em partida contra o Olympiacos-GRE na Champions, lhe custou todo final de ano, aproximadamente 35 dias, de novembro até dezembro.

Só que foi em 2016 que o brasileiro sofreu mais. Em maio, teve problema no músculo adutor da coxa esquerda e ficou fora até junho, período afastado que o fez ser cortado da Copa América Centenário depois de ser convocado pelo técnico Dunga – ele acabou substituído por Kaká no torneio;

Douglas Costa até voltou aos trabalhos na Alemanha, mas voltou a sentir o problema. Desta vez, precisou ser cortado dos Jogos Olímpicos do Rio 2016, em que seria um dos jogadores acima dos 23 anos escolhido pelo treinador Rogério Micale – a vaga terminou com Renato Augusto.

A lesão afastou o atacante até setembro de 2016, o que impossibilitou também que ele figurasse na primeira convocação de Tite. Em seguida, o técnico até o chamou para os jogos contra Bolívia e Venezuela pelas eliminatórias, mas Douglas precisou ser outra vez cortado por problema muscular.

Veio 2017, e o filme se repetiu: com contusão no joelho esquerdo, o brasileiro ficou fora por 20 dias, de março até abril, o que causou novo corte nas eliminatórias, dos jogos com Uruguai e Paraguai.

Para a temporada 2017/18, Douglas Costa trocou o futebol alemão pela Juventus e, na Itália, já teve duas lesões. A primeira, sofrida no início deste ano, na panturrilha, o tirou apenas de um jogo (contra o Sassuolo); enquanto a segunda veio já na última partida do Campeonato Italiano.

O problema é que essa contusão no final da temporada causou preocupação para a comissão técnica da seleção, já que impossibilitou que ele iniciasse a preparação para a Copa. A lesão muscular na coxa esquerda, além de treinos, fez Douglas perder, por exemplo, o amistoso contra a Croácia.

Apesar da recorrência dos problemas, Rodrigo Lasmar, médico da seleção, não vê relação entre a lesão atual e as demais. "O que posso considerar é que essa lesão nessa coxa, nesse local, é inédita, não é recorrente. Não se trata de uma lesão que vem acontecendo sempre. Anteriormente, ele teve na coxa esquerda, na posterior, agora na direita. No passado, teve lesões nos adutores”, disse.

“Não existe uma recorrência da mesma lesão. É um atleta que tem uma explosão muito grande, não se dosa durante os jogos e treinos, vai além de seu limite. Isso pode ser um fator a se considerar, mas lembrando que são situações de jogo. Pela própria característica do jogador, é uma fatalidade.”

Sem Douglas Costa e também Danilo, outro lesionado, o Brasil volta a campo na Rússia na próxima quarta-feira, às 15h (horário de Brasília), contra a Sérvia, pela terceira rodada do grupo E da Copa.