Já se passaram seis dias de Copa do Mundo – e a segunda rodada já está em andamento – mas a primeira leva de jogos nos gramados da Rússia 2018 foi marcada por recordes individuais, estreias marcantes e fatos inéditos para a história dos Mundiais.
Caso você tenha perdido algum lance, não se preocupe, fã do esporte! O ESPN.com.br fez um levantamento dos principais fatos dos 16 primeiros jogos da Copa.
Início promissor, rodada equilibrada
A goleada da anfitriã Rússia sobre a Arábia Saudita, logo no jogo de abertura, incendiou a expectativa dos fãs para o Mundial. Foi o maior placar de um mandante na história das aberturas, garantindo aos russos o melhor ataque da competição até o momento.
Apesar do início avassalador, a regularidade tomou conta dos gramados russos. Mesmo sem nenhum empate sem gols, foram seis placares de 1 x 0 nos 16 jogos, sendo que nove equipes não marcaram gols, e apenas Rússia, Bélgica e Croácia conseguiram vencer por mais de um gol de diferença.
Além disso, nenhuma virada foi registrada, com 13 vitórias e três empates para os times que abriram o marcador até o momento.
Máquina de recordes portuguesa
Logo em sua primeira partida no Mundial, Cristiano Ronaldo mostrou que buscará levar Portugal para o topo. Com os três gols contra a Espanha, ele se tornou o jogador mais velho a conseguir um hat-trick em Copas (33 anos e 4 meses), além de ser o quarto a marcar em quatro Mundiais (junto a Pelé, Seeler e Klose).
CR7 também dobrou seu número de gols em Copas, já que tinha anotado apenas 3 nas últimas 3 participações (um em cada Mundial). Para completar, o português é o primeiro jogador a marcar em oito competições oficiais consecutivas (Euros de 2004, 2008, 2012 e 2016 e Copas de 2006, 2010, 2014 e 2018).
Ineditismo tecnológico francês
Autora do primeiro gol da história das Copas, na vitória de 1 a 0 sobre a Iugoslávia, em 1930, a França tem uma trajetória marcada por pioneirismos em Mundiais.
Foi dos Bleus o primeiro gol de ouro na história (contra o Paraguai, em 1998) e também o primeiro gol com tecnologia goal line (sensor que avisa o árbitro se a bola cruzou a linha da meta), em 2014, no gol de Benzema contra Honduras.
Na Rússia, não foi diferente. Na partida contra a Austrália, os franceses foram os primeiros a ter a assistência do VAR na penalidade assinalada sobre Griezmann, no gol que abriu o marcador da partida.
Estreia histórica islandesa
Um dia após a atuação de gala de Cristiano Ronaldo, os olhares do mundo estavam voltados para Lionel Messi e a estreia da seleção argentina. Porém, foi a debutante Islândia que roubou as atenções.
Além de serem o país com menor população a disputar uma Copa, os nórdicos foram uma das quatro seleções que estrearam em Mundiais contra um campeão mundial e não perdeu. Anteriormente, apenas Argélia, Senegal e Irlanda haviam conquistado a mesma façanha em Mundiais anteriores.
Os islandeses também anotaram o primeiro em Copas da história de sua seleção contra a Argentina, de Lionel Messi. Contudo, seu primeiro gol em torneios internacionais já havia ocorrido, na Eurocopa de 2016, na França.
E contra quem ele foi anotado? Justamente Portugal, de Cristiano Ronaldo! Ambos os jogos terminaram em empates em 1 a 1, garantindo a invencibilidade do pequeno país contra os dois melhores atletas da atualidade.
Como bônus, o goleiro-cineasta Halldorsson foi o primeiro arqueiro a defender uma penalidade de Messi em partidas com a camisa albiceleste durante os 90 minutos em competições oficiais. Ele já havia desperdiçado outros três: dois em amistosos (um defendido por Jefferson, em amistoso contra o Brasil), e um na final da Copa América Centenário, já na decisão por pênaltis.
'Praga' italiana?
Os gramados russos não trouxeram sorte para os campeões mundiais nesta rodada. Foi a primeira vez na história que Alemanha, Argentina e Brasil não vencem juntas na estreia em Copas.
Enquanto argentinos e brasileiros empataram com Islândia e Suíça, respectivamente, os alemães sofreram uma histórica derrota para o México.
Foi a terceira vez consecutiva que o campeão da Copa anterior não inicia o torneio com vitória. Em 2010, a Itália empatou com o Paraguai, e, em 2014, a Espanha foi goleada pela Holanda. Nas duas, os detentores do título foram eliminados na fase de grupos.
Nesta edição, não é diferente. Os resultados tornaram as chances de colocar Brasil x Alemanha frente a frente logo nas oitavas em algo possível de ocorrer, enquanto a seleção de Lionel Messi precisará ganhar da Croácia, líder do grupo, para não ter a classificação ameaçada.
Estariam os italianos rindo à toa?
Gol histórico croata, mexicano ‘veterano’ e invencibilidade suíça
Os adversários dos campeões mundiais também fizeram história com os resultados.
A vitória de 2 a 0 sobre a Nigéria não foi o único feito da Croácia na partida. O gol de pênalti de Luka Modric, meia do Real Madrid, foi o de 2.400 da história das Copas, além de ser o seu primeiro em Mundiais. Os croatas estão invictos quando o camisa 10 deixa sua marca (12 vitórias e um empate).
Para os mexicanos, a vitória não foi o único motivo a ser comemorado. Ao entrar em campo, aos 29 minutos do segundo tempo, o zagueiro Rafa Márquez se tornou o terceiro atleta a jogar cinco Copas do Mundo por sua seleção. O mexicano se igualou ao seu compatriota, o goleiro Antonio Carbajal, e o meia alemão Lotthar Matthaus.
Antes desta partida, a última seleção não-europeia que havia batido os germânicos em Mundiais foi o Brasil, em 2002.
Já a Suíça manteve a invencibilidade contra o Brasil em Copas. São dois jogos e dois empates (em 1950 – 2 a 2; 2018 – 1 a 1). A seleção europeia também foi, ao lado de Austrália e Arábia Saudita, um dos times que menos chutou a gol (6), mas o único que ‘lucrou’ com a estatística.
Caça a Neymar e agressividade panamenha
Neymar conseguiu um ‘recorde’ no empate entre Brasil e Suíça. Apesar de não ter marcado, o camisa 10 sofreu 10 faltas na partida, tornando-se o jogador que sofreu mais faltas em uma única partida desde 1998.
Já o recorde de cartões na primeira rodada ficou com um estreante. Em sua primeira partida em Mundiais, o Panamá recebeu 5 cartões amarelos, sendo que todos os outros jogos não tiveram mais do que 4 advertências combinando os oponentes.
Copa dos números
Com a derrota para a Inglaterra, a Tunísia chegou ao 12º jogo consecutivo sem vencer em Copas. A sequência é a maior dentre os times classificados, podendo ser igualada apenas pela Arábia Saudita nesta Copa.
Se os africanos não tiveram motivos para comemorar, o mesmo não pode ser dito de Harry Kane. Um dos artilheiros da temporada, ele marcou seus dois primeiros gols pela seleção inglesa na partida. Junto com os dois gols de Lukaku, atacante da Bélgica, os tentos representaram os primeiros de camisas 9 na Copa da Rússia.
No fechamento da rodada, o grupo H trouxe mais alguns números inéditos para o Mundial. A vitória do Japão sobre a Colômbia foi a primeira de uma equipe asiática sobre uma sul-americana em Mundiais, tendo conquistado apenas 3 empates e 14 derrotas nos jogos anteriores.
Além disso, a expulsão de Carlos Sanchez, aos 3 minutos de jogo, representou o cartão vermelho mais rápido das Copas. O primeiro ocorreu no jogo entre Uruguai e Escócia, na Copa do Mundo de 1986, quando Batista foi expulso com um minuto de jogo. Também foi o primeiro cartão vermelho mostrado na Rússia.
Já na outra partida, Senegal fez história. Na sua sexta partida em Mundiais, a equipe africana chegou à terceira vitória em quatro jogos contra equipes europeias. Apenas a Nigéria possui mais no continente.
O gol contra de Thiago Cionek, primeiro dos senegaleses na partida, foi o quarto gol contra anotado em solo russo. O Mundial que mais teve tentos anotados contra a própria meta foi o de 1998, com 6.
Jogos da primeira rodada
Grupo A
Rússia 5 x 0 Arábia Saudita
Egito 0 x 1 Uruguai
Grupo B
Portugal 3 x 3 Espanha
Marrocos 0 x 1 Irã
Grupo C
França 2 x 1 Austrália
Peru 0 x 1 Dinamarca
Grupo D
Argentina 1 x 1 Islândia
Croácia 2 x 0 Nigéria
Grupo E
Brasil 1 x 1 Suíça
Costa Rica 0 x 1 Sérvia
Grupo F
Alemanha 0 x 1 México
Suécia 1 x 0 Coréia do Sul
Grupo G
Bélgica 3 x 0 Panamá
Tunísia 1 x 2 Inglaterra
Grupo H
Polônia 1 x 2 Senegal
Colômbia 1 x 2 Japão
