O México surpreendeu a todos ao superar a atual campeã Alemanha no primeiro jogo da Copa do Mundo. Menos o técnico Juan Carlos Osorio, que garante estar estudando a maneira como os rivais na primeira fase jogam já há algum tempo e explicou como fez para segurar o time alemão.
"Desenhamos um plano há cerca de seis meses. Por causa das lesões, tivemos que mudar um pouco os protagonistas, mas a ideia permaneceu a mesma. De colocar dois jogadores rápidos pelos lados e por isso decidimos por Hirving (Lozano), que é o jogador mais rápido que temos e também alguém mais enfiado, como um centroavante, além de um volante que chega ao ataque", disse, durante entrevista coletiva. "No primeiro tempo, conseguimos colocar isso em prática, com ataques rápidos e tivemos muitas chances de gol e poderíamos ter feito o gol muito antes. Com todo respeito, mas no primeiro tempo a gente foi superior".
Na segunda etapa, porém, o panorama da partida mudou totalmente e, enquanto a Alemanha partiu para cima, o México passou a explorar os contra-ataques e contou com a segurança de seus zagueiros. "Nós estávamos preparados para a entrada de Mario Gomez. Ontem nós praticamos a estratégia defensiva e nossos zagueiros se saíram muito bem. O México mostrou que tem um futuro brilhante".
Questionado sobre o espírito da equipe, que atuou com muita entrega, Osorio revelou que ele e seus atletas fizeram um pacto para todos se ajudarem e "darem a vida" dentro de campo. "Os jogadores mais experientes contagiaram os mais jovens, que fizeram uma partida extraordinária. A frase de hoje era 'jogar pelo amor de ganhar e não pelo temor de perder' e todos assimilaram muito bem. O crédito é de todos os jogadores", finalizou.
