Copa do Mundo: hinos do Grupo C tem Marselhesa, mitologia nórdica e prêmio de 100 libras

Poucos momentos representam tanto a emoção de uma Copa do Mundo como os hinos nacionais. Minutos antes da batalha dentro de campo, cada nação se reúne com toda sua gente em torno de uma melodia e uma letra.

O hino traz uma história, uma cultura, um sentimento. E o fã de esporte fica por dentro de todos eles no ESPN.com.br!

Nesta sexta, conheça os hinos do Grupo C:

França

A execução do hino francês é um momento aguardado em todas as Copas do Mundo, tanto que em 2014 repercutiu muito a falha no sistema de som do Beira-Rio que acabou impedindo que a Marselhesa fosse ouvida antes do jogo contra Honduras.

A primeira vez que os versos da canção foram cantados foi no dia 26 de abril de 1792, após o capitão Claude-Josep Rouget de Lisle ter passado a noite trancado em seu quarto compondo uma marcha encomendada pelo prefeito de Estrasburgo para animar as tropas francesas.

A canção se tornou conhecida entre os revolucionários de todo o país e ganhou seu apelido após um batalhão de voluntários vindos de Marselha entrarem cantando em Paris. La Marseillaise foi adotada como hino nacional em 1795, banida durante o império e a Restauração, e retornou com prestígio durante a Revolução de 1830.

Com aprovação de uma comissão de músicos, a versão oficial, como conhecemos hoje, foi adotada pelo Ministério da Guerra.

Letra:

Avante, filhos da Pátria,
O dia da glória chegou.
O estandarte ensanguentado da tirania,
Contra nós se levanta.

Ouvis nos campos rugirem
Esses ferozes soldados!
Vêm eles até nós
Degolar nossos filhos, nossas mulheres.

(Coro)
Às armas cidadãos!
Formai vossos batalhões!
Marchemos, marchemos!
Nossa terra do sangue impuro se saciará!

Dinamarca

Der er et Yndigt Land (É um Belo País) foi escrito em 1819 pelo poeta e dramaturgo Adam Gottlob Oehlenschläger, recebendo melodia apenas em 1835, composta por Hans Ernst Krøyer, e virando o hino nacional em 4 de julho de 1844.

A letra faz referência à mitologia nórdica logo na primeira estrofe, chamando o país de "sala de Freja", a deusa associada à fertilidade e à prosperidade, além de ser a líder das valquírias e mãe da dinastia de Vanir.

Letra:

É um belo país
Com extensas faias
Junto às salgadas praias do leste.
Ondula em colinas e vales,
Esta é a velha Dinamarca,
E é a sala de Freja.

Arqui assentaram-se nos tempos idos
Gigantes de armadura,
Descansados do combate
Ao encontro dos inimidos marcharam:
Agora descansam das canseisas
Atrás das pedras dos túmulos nas colinas.

Este país continua belo
Porque os mares azuis o circundam
E as folhas se mostram tão verdes,
E nobres mulheres, lindas virgens
E homens e rapazes viris
Habitam as ilhas dinamarquesas.

E a velha Dinamarca deve continuar
Enquanto a faia espelhar
Seu cume na onda azul.

Austrália

Depois de compor Advance Australia Fair em 1878, Peter Dodds McCormick recebeu, em 1907, uma recompensa de 100 libras do governo australiano, como forma de reconhecimento por seu trabalho. Mas demoraria mais de um século para a música ser o hino oficial.

Contudo, God Save the Queen, hino do Reuno Unido, era o hino nacional do país, mesmo com o sucesso do trabalho de McCormick, ao lado de Waltzig Matilda e Song of Australia, serem mais populares.

Apenas em 1977 aconteceu um plesbicito para a escolha do hino, e Advance Australia Fair venceu com 43% dos votos, passando a ser oficialmente o hino nacional australiano em 19 de abril de 1984.

Letra:

Australianos, vamos todos comemorar
Pois somos jovens e livres
Temos solo de ouro e riquezas para labutarmos
Nosso lar é cingido pelos mares
Nossa terra abunda em dons da natureza
E sua beleza é valiosa e excepcional
Que em cada capítulo nas páginas da história
Avance a justa Austrália!
Em jovial harmonia então cantemos
Avança, justa Austrália!

Sob o nosso radiante Cruzeiro do Sul
Labutemos com os corações e as mãos
Para tornarmos nossa Comunidade
Reconhecida em todas as terras
Para aqueles que vierem através dos mares
Temos planícies ilimitadas para partilharmos
Com coragem reunamo-nos
Para avançastes, justa Austrália
Em jovial harmonia então cantemos
Avança, justa Austrália!

Peru

Foi o próprio general José de San Martín, que lutou pela independência de Chile, Argentina e Peru, quem convocou um concurso para eleger qual seria o hino nacional peruano.

Com obra de professores de belas artes e compositores, a música composta por José Bernardo Alcedo e letra de José de La Torre Ugarte, a “Marcha Nacional do Peru” estreou na noite de 23 de setembro de 1821 e foi declarada o hino nacional do país em 15 de abril de 1822, tendo sua letra revisada no início do século XX.

Letra:

Somos livres
Que sejamos sempre, sejamos sempre
E antes neguemos a luz
A luz, a luz que vem do sol
Que abandonarmos o voto solene
Que o país a Deus elevou
Que abandonarmos o voto solene
Que o país a Deus elevou
Que abandonarmos o voto solene
Que o país a Deus elevou

Há muito tempo, o peruano oprimido
A ameaçadora corrente arrastou
Condenado à escravidão cruel Muito, muito tempo
Há muito tempo ele gemia baixinho
Mas só o grito sagrado Liberdade!
Em suas margens ele ouviu
A indolência do escravo sacode
Humilhado, humilhado
A cabeça humilhada levantou
A cabeça humilhada levantou, a cabeça levantou

Somos livres
Que sejamos sempre, sejamos sempre
E antes neguemos a luz
A luz, a luz que vem do Sol
Que abandonarmos o voto solene
Que o país a Deus elevou
Que abandonarmos o voto solene
Que o país a Deus elevou
Que abandonarmos o voto solene
Que o país a Deus elevou