Em um jantar chique bancado para conselheiros, diretores e sócios do Palmeiras em um hotel cinco estrelas em São Paulo, a conselheira Leila Pereira, dona das patrocinadoras Crefisa e FAM, manteve seu discurso a defendeu a alteração do mandato presidencial de dois para três anos na equipe alviverde.
Esse tema será colocado em votação no Conselho Deliberativo do “Verdão” na segunda-feira. A ala de Leila defende a mudança, enquanto outros grupos querem que o estatuto permaneça como é atualmente.
“Eu defendo a modernidade e a profissionalização do clube, e o protagonismo que o Palmeiras se transformou de uns tempos para cá. Isso eu defendo sempre. E defendo os três anos porque acho que é o melhor para o clube”, disse Leila, em rápida entrevista coletiva na chegada ao evento.
“Não estou dizendo todos, mas a maioria dos grandes clubes do Brasil têm mandatos de três anos. Assim o presidente tem mais sossego e paz para governar”, complementou, ressaltando que quer que a mudança no estatuto passe a valer já para a próxima eleição palestrina, no final deste ano.
“Eu respeito todas as ideias. Houve outras propostas, respeito todas... Mas continuo defendendo os mandatos de três anos, já no próximo mandato de presidente. Se já posso aplicar uma coisa boa para o Palmeiras imediatamente, por que vou esperar?”, questionou.
A dona da Crefisa/FAM também negou que queira se lançar presidente em 2021, após o planejado mandato de três anos do próximo presidente – provavelmente o atual mandatário, Maurício Galiotte, que compareceu ao jantar desta quinta-feira, mas não falou com a imprensa.
“O que tenho interesse é em colaborar com o Palmeiras. Não penso a longo prazo, só a curto prazo. O que quero é colaborar com o Palmeiras para continuar sendo protagonista. Esse é meu interesse”, salientou.
Até o momento, não há chapas registradas na eleição palmeirense. O que se desenha é uma disputa entre Galiotte (com apoio de Leila) contra Genaro Marino, ligado ao ex-presidente Paulo Nobre e um dos vices da atual gestão.
ENTENDA A POLÊMICA
A chamada “emenda Leila” pretende mudar o tempo dos mandatos dos presidentes do Palmeiras de dois para três anos. Dessa maneira, Leila se tornaria elegível em no pleito de 2021, e não mais de 2022, ao término da gestão posterior à de Galiotte (que deve tentar a reeleição ao final deste ano). Eleita conselheira em 2017, a dona da Crefisa precisa estar no seu segundo mandato de quatro anos no cargo para concorrer ao posto máximo do clube.
