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São Paulo agora soma 11 expulsões nos últimos 12 jogos da Conmebol

O São Paulo derrotou o Rosario Central e avançou para a segunda fase da Copa Sul-Americana, atendendo as expectativas. Mas nem tudo foi perfeito. Dois jogadores, Cueva e Petros, foram expulsos nos minutos finais. Além de deixaram o clube por alguns instantes em desvantagem numérica, colaboraram para uma estatística nada agradável.

Agora, o São Paulo soma 11 expulsões nos últimos 12 jogos em torneios da Conmebol. Dessa série, em quatro confrontos o time tricolor conseguiu terminar com todos os jogadores em campo, ou seja, as 11 expulsões ocorreram em apenas oito partidas.

Desde o duelo com o River Plate, no Morumbi, pela fase de grupos da Copa Libertadores de 2016, o São Paulo só não teve expulsões nas vitórias sobre Toluca e Atlético-MG, em casa, e na derrota para o time mineiro, em Belo Horizonte.

Pela Copa Sul-Americana, o time passou ileso no empate por 1 a 1, no Morumbi, com o Defensa y Justicia, ano passado.

“O Lugano falou antes do jogo que era para a gente terminar com os 11 em campo. Ainda assim tivemos duas expulsões. Mas é assim mesmo, eles catimbam, é difícil. É trabalhar para ter mais maturidade para terminar com 11”, disse Sidão, após a confirmação da vaga na quarta, quando a equipe venceu o Rosario Central por 1 a 0, no Morumbi.

“O jogo foi mudando. Começamos bem, primeiros 20, 25 minutos tivemos chances de fazer gol, mas não conseguimos. O Rosário começou a crescer também. Foi um jogo um pouco complicado, mas tínhamos que passar de qualquer jeito e conseguimos. O que aconteceu no final, os jogadores ficaram nervosos, não deveria ter acontecido”, minimizou Diego Aguirre.

A curiosidade é que Rodrigo Caio foi o único jogador dessa série a ser expulso ainda no primeiro tempo. Todas os outros dez que receberam o cartão vermelho duraram pelo menos até os 27 minutos da etapa final de seus jogos.

Tudo começou quando João Schmidt teve de ir para o vestiário mais cedo, aos 43 minutos do segundo tempo, durante o triunfo são-paulino sobre o River Plate no Morumbi, por 2 a 1, em 13 de abril de 2016. Essa ficou na conta do árbitro uruguaio Andrés Cunha.

Oito dias depois, Denis e Calleri foram expulsos nos acréscimos do duelo com o The Strongest, no estádio Hernando Siles, em La Paz, em jogo que confirmou a classificação tricolor às oitavas de final graças a um empate por 1 a 1. O árbitro era o chileno Roberto Tobar.

Já pelo mata-mata da Libertadores daquele ano, o São Paulo avançou, mas perdeu para o Toluca por 3 a 1 no estádio Nemesio Díez, no México, e teve Centurión expulso nos acréscimos da etapa final pelo árbitro colombiano Wilson Lamouroux.

Pelas semifinais, foi a vez de Maicon ser o vilão. Na ocasião, o zagueiro tricolor recebeu cartão vermelho aos 27 do segundo tempo da partida contra o Nacional de Medellín, no Morumbi. O argentino Mauro Vigliano apitou aquele jogo.

No reencontro, no estádio Atanasio Girardot, na Colômbia, novo revés, dessa vez por 2 a 1, mas com muita reclamação por parte do time brasileiro, que acabou tendo Lugano e Wesley expulsos aos 35 minutos do segundo tempo pelo chileno Patricio Polic.

Fora da Libertadores em 2017, o São Paulo disputou a Copa Sul-Americana, e caiu logo na primeira fase para o modesto Defensa y Justicia, em um vexame histórico. No primeiro embate entre as equipes, no estádio argentino Néstor Díaz Pérez, Buffarini deixou o tricolor com um jogador a menos aos 30 minutos do segundo tempo, depois de ser advertido pelo árbitro venezuelano Jesús Valenzuela.

Nessa quarta, foi a vez de Cueva e Petros, um aos 45 e o outro aos 48 minutos do segundo tempo, perderem a razão durante o triunfo com o Rosario Central, pela primeira fase da Copa Sul-Americana.

Das oito partidas citadas em que acabou tendo um jogador expulso, o São Paulo só venceu duas. Empatou três e foi derrotado em outras três.