O São Paulo divulgou nesta quinta-feira o balanço da última temporada e, confirmando o que já havia mostrado aos conselheiros na última reunião do conselho, apresentou um superávit de R$ 15,1 milhões, o melhor desempenho em quatro anos.
Um fator que ajudou e muito as finanças do clube do Morumbi foi a receita obtida com a venda de jogadores. O clube assegurou R$ 188,6 milhões, valor bruto, número bem superior ao que havia conseguido em 2016 (R$ 111,1 milhões).
Fazem parte dessa receita não apenas a venda efetiva de jogadores, mas também a negociação de direitos econômicos, direitos federativos, mecanismo de solidariedade e empréstimos de atletas.
As maiores vendas foram de David Neres ao Ajax por R$ 39,6 milhões, Luiz Araújo ao Lille por R$ 36,4 milhões e Thiago Mendes também ao Lille por R$ 29,6 milhões. Maicon, que foi negociado com o Galatasaray por R$ 25,9 milhões, e Lyanco, foi para o Torino por R$ 20,3 milhões, também completam o grupo das melhores vendas feitas pelo clube do Morumbi em 2017.
Vale citar, contudo, que R$ 188,6 milhões é o valor bruto. Como existem taxas e participação de intermediários nas negociações, o clube acaba tendo despesas. A soma delas correspondeu a R$ 24 milhões. Assim, o valor líquido das transferências foi R$ 164,6 milhões.
Se por um lado a venda de jogadores representou um grande respiro nas contas, ela também pode ser motivo de preocupação. Isso porque, sem ela, a equipe teria tido motivos para ligar o sinal de alerta financeiro.
Houve uma queda nos direitos de transmissão de TV de 2016 (R$ 128 milhões) para 2017 (R$ 125,2 milhões). O programa sócio-torcedor também teve uma diminuição. Trouxe R$ 10,7 milhões aos cofres no ano passado, mas em 2016 foram R$ 13,6 milhões.
A arrecadação nos jogos também caiu, apesar de o time ter terminado a temporada jogando sempre com casa cheia, fosse no Morumbi ou no Pacaembu. O número final dessa receita foi R$ 26,9 milhões, enquanto em 2016 foi R$ 32,9 milhões.
Houve um aumento bem pequeno referente a premiação em campeonatos. Passou de R$ 1,8 milhão, em 2016, para R$ 1,9 milhão. E um aumento significativo da arrecadação com publicidade e patrocínio. Passou de R$ 35,2 milhões para R$ 56,6 milhões.
Por fim, um dado que vale citar é a diminuição da dívida com bancos e terceiros. Houve uma redução de 35,5% de 2015 para 2017. Saiu de R$ 154,1 milhões para R$ 99,4 milhões no final de 2017 - hoje está em R$ 93 milhões, segundo relatório divulgado na últma quarta-feira, fazendo o balanço do presidente Carlos Augusto de Barros e Silva, Leco, um ano após sua reeleição.
De qualquer forma, o São Paulo concluiu 2017 com motivos para se alegrar e nem tanto para se preocupar. Nos últimos anos, o clube mostrou dificuldade ao fechar o balanço. Teve um superávit de apenas R$ 822 mil em 2016.
Nos dois anos anteriores fechou com déficits de R$ 72,5 milhões, em 2015, e R$ 100,1 milhões, em 2014. Ou seja, os R$ 15,1 milhões de superávit obtidos em 2017 são os melhores números em quatro anos.
