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'Ba-Vi da paz' liga alerta, e Marcos Rocha tranquiliza até Felipe Melo

O futebol brasileiro passou, no último final de semana, por mais um episódio lamentável de violência, desta vez dentro de campo. O clássico que foi anunciado como Ba-Vi da paz, terminou aos 34 minutos do segundo tempo com nove expulsões e vitória do Bahia por W.O. do Vitória, após a quinta exclusão do time rubro-negro. A situação chegou a deixar Marcos Rocha, que se prepara para um clássico paulista, envergonhado como atleta profissional.

“Quando acabou contra a Ponte, ficamos sabendo dos acontecimentos. Fiquei um pouco envergonhado como jogador de futebol. Você vê o capitão (Kanu, do Vitória) da equipe agredir o adversário, o papel dele é se impor diante dos companheiros e passar tranquilidade, mas ele acabou agredindo o companheiro de trabalho. Me senti envergonhado”, afirmou o camisa 22.

A confusão generalizada em Salvador aconteceu justamente uma semana antes do duelo entre Corinthians e Palmeiras e serviu como alerta para os alviverdes. Felipe Melo, por exemplo, é frequentemente um dos atletas mais provocados pelos adversários e acaba sendo acalmado pelo próprio Marcos Rocha.

“Quando fechamos dentro de campo, a primeira coisa que eu falo é que começamos com 11 e terminamos com 11. Independentemente de qualquer coisa, evitar lance ríspido, qualquer tipo de violência. Tem hora que os adversários tentam tirar o Felipe Melo do sério, chegam um pouco mais forte nele. Dentro de campo eu já começo a gritar e peço para ter tranquilidade porque sabemos que o estopim dele é curto”, completou o camisa 22, que não quer cenas nem sequer próximas da confusão entre Bahia e Vitória.

“Sabemos que o clássico contra o Corinthians a temperatura vai subir, vamos ficar nervosos, ansiosos, mas não pode passar disso. Não gerar violência, não pode passar a imagem como aconteceu no clássico Vitória e Bahia, para a gente poder mostrar que futebol é arte, não é violência como aconteceu naquele dia”, afirmou o lateral palmeirense.

Diogo Barbosa segue fora e já é ‘cobrado’ pelo amigo Marcos Rocha

Diogo Barbosa e Marcos Rocha chegaram ao Palmeiras como rivais, mas já são amigos. Adversários nos tempos de Cruzeiro e Atlético-MG, a dupla passou a conviver diariamente no elenco alviverde e, agora, com a liberdade adquirida pelo vínculo, o camisa 22 já ‘cobra’ que o companheiro finalmente faça sua estreia na temporada.

“É um cara que virou meu amigo. Brincamos na (coletiva de) apresentação, depois saímos, conversamos, nossas esposas são amigas. Não estou conversando, estou cobrando para que volte logo (risos). Não só eu, toda torcida e nós jogadores estamos ansiosos para tê-lo dentro de campo”, afirmou Marcos Rocha.

Diogo Barbosa está recuperado de uma entorse no tornozelo esquerdo e trabalha para retomar sua melhor condição física. O camisa 6 ainda não entrou em campo em 2018, já que se lesionou em um jogo-treino na Academia de Futebol, antes do primeiro duelo alviverde no ano.

A princípio, o departamento médico do Palmeiras trabalhava para colocar o ala à disposição do técnico Roger Machado ainda para o duelo da última quinta-feira, contra o Linense, no Allianz Parque. No entanto, o clube mudou seu discurso e já não estipula datas para voltar a ter o jogador.

Nesta quinta-feira, Diogo Barbosa, assim como Miguel Borja, que ficou fora do jogo contra a Ponte Preta, no domingo, por conta de dores no joelho, fizeram um trabalho à parte dos demais companheiros. Da dupla, porém, apenas o colombiano deverá ir para o Derby deste sábado, em Itaquera, às 17h (de Brasília).