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Na chegada ao Corinthians, Mateus Vital lembra tragédia familiar aos nove anos: 'Passa um filme forte'

O ano de 2007 marca a vida de Mateus Vital. O meio-campista, apresentado nesta quinta-feira como jogador do Corinthians, perdeu a mãe quando tinha apenas nove anos, quando voltava de um treino e, ao chegar ao novo clube, relembrou o drama vivido, “um filme forte” que passa em sua cabeça.

“Comecei no Vasco com cinco anos e, aos nove, perdi minha mãe voltando de um treinamento, foi um baque na minha vida. Se eu disser que não pensei em parar de jogar futebol, seria mentira. Pensei em parar, mas meu pai foi um herói, com as minhas irmãs, me ajudaram muito”, disse.

A tragédia aconteceu quando Vital retornava de um treino de futsal do Vasco, em uma tentativa de assalto no Rio de Janeiro. A mãe do jogador deixou o carro para argumentar com os bandidos e acabou atingida em meio a uma troca de tiros, após a aproximação de uma viatura policial.

Além de Vital e da mãe, também estavam no carro seu pai, um irmão e um amigo, que não se feriram. Assim como naquela ocasião dramática, o pai do jovem também esteve ao seu lado nesta quinta, dia do primeiro treino e apresentação do meio-campista no Corinthians.

“Não tenho nem o que falar desse cara fenomenal, herói, supriu minhas necessidades com minhas irmãs. Só tenho que agradecer. Tenho certeza que minha mãe está orgulhosa”, afirmou.

Foi esse episódio também que fez com que Matheus adotasse também o Vital, sobrenome de sua mãe. Antes, ele era conhecido como “Pet”, em referência à semelhança com o sérvio Petkovic.

“Como subi para o profissional com esse nome, o pessoal estava comparando muito. Tomei a decisão coma família, até para homenagear minha mãe, ficou melhor. Sou o Mateus, o Pet é o Pet. Mas qualquer nome que levar na camisa quero mostrar meu melhor, meu futebol.”

Na chegada ao Corinthians, aliás, Vital também não esqueceu o Vasco, clube que não escondeu o carinho por ter lhe ajudado na infância a superar o drama da perda da mãe.

“O Vasco foi do caramba, esteve ao meu lado a todo momento. Colocou uma psicóloga comigo quase 24h. Claro que ao chegar em um clube como o Corinthians passa um filme forte, foi o momento mais difícil da minha vida. Mas agora é deixar isso de lado, focar em jogar futebol.”