A polêmica final da Copa Africana de Nações deu o que falar. Após os jogadores de Senegal deixarem o campo em resposta a um pênalti polêmico no último lance, os torcedores viram a equipe liderada por Mané não só voltar para o jogo como vencer a partida da prorrogação. Embora a conquista seja causa de muitas celebrações entre os fãs, houve uma pessoa que não comemorou nem um pouco o acontecimento: Gianni Infantino, o presidente da FIFA.
Em pronunciamento oficial em suas redes sociais, o suíço iniciou sua publicação em tom mais alegre, parabenizando o Senegal pelo título - o segundo de sua história - e a Marrocos por sua campanha, tanto pelo vice-campeonato dentro de campo quanto pela recepção como sede da competição.
Entretanto, o tom amigável logo foi embora, e o presidente da FIFA condenou veementemente os acontecimentos dos últimos minutos da partida.
"Assistimos a cenas inaceitáveis no campo e nas arquibancadas - condenamos fortemente o comportamento de alguns "torcedores", bem como de alguns jogadores e membros da equipe técnica do Senegal", iniciou o mandatário.
Infantino continuou sua postagem classificando as ações dos jogadores senegaleses como "inaceitáveis, explicando que a violência não pode ser tolerada no esporte.
O presidente ainda reforçou a importância de respeitar as decisões tomadas pela arbitragem em campo, pontuando que isso sustenta o que é o futebol.
"As equipes devem competir em campo e dentro das Leis do Jogo, porque qualquer coisa a menos coloca em risco a própria essência do futebol', pontuou Infantino,
Chamando os ocorridos de "cenas feias", o suíço frisou que os jogadores servem de exemplo para os torcedores, que também sem envolveram em confusões durante o jogo.
Infantino ainda terminou sua postagem deixando claro seu desejo de que uma investigação ocorra contra Senegal - assim como possíveis punições.
"Reitero que não têm lugar no futebol e espero que os órgãos disciplinares relevantes da CAF tomem as medidas apropriadas", pontuou Infantino.
"As cenas feias testemunhadas hoje devem ser condenadas e nunca repetidas", terminou.
