A polêmica final da Copa Africana de Nações, realizada neste domingo (18), em Rabat, no Marrocos, foi assunto no mundo inteiro.
Senegal se sagrou bicampeão ao vencer Marrocos, por 1 a 0, na prorrogação. Mas a partida quase foi manchada por uma polêmica envolvendo a arbitragem.
A polêmica aconteceu no último lance do tempo normal. Marrocos e Senegal empatavam sem gols quando o árbitro Jean-Jacques Ndala assinalou pênalti para os donos da casa depois de ser chamado pelo VAR.
A marcação revoltou todos de Senegal. O técnico Pape Bouna Thiaw pediu para os jogadores abandonarem o gramado e foi parcialmente atendido, mas após alguns minutos os atletas voltaram. Na cobrança do pênalti, Brahim Díaz cavou e mandou nas mãos de Mendy.
Os jornais espanhóis Marca, As e Mundo Deportivo definiram a final da Copa Africana de Nações como caótica e surreal.
"Uma vergonha. Um escândalo. Uma tragédia para Marrocos e Brahim, e um triunfo para Senegal e Mané. Uma final para recordar por tudo, mas especialmente pelo protesto dos jogadores senegaleses durante mais de vinte minutos após o árbitro ter marcado um pênalti duvidoso nos descontos", escreveu o As.
"Senegal, campeão da Copa Africana de Nações em uma final caótica e surreal", foi a chamada do Mundo Deportivo.
"Senegal reconquista a coroa africana em uma final surreal decidida na prorrogação", destacou o Marca.
Já o jornal inglês Daily Mail classificou a final como a "mais dramática do futebol" e chamou a atenção para as confusões dentro de campo e nas arquibancadas após polêmico pênalti assinalado para Marrocos.
"Senegal vence a CAN após a final mais dramática do futebol: craque marroquino perde pênalti no final da partida, o que provocou protesto de Sadio Mané e companhia, enquanto a polícia de choque teve que conter torcedores enfurecidos em cenas lamentáveis", escreveu.
Esse foi o segundo título da Copa Africana de Nações conquistado por Senegal, que repetiu a dose de 2021.
