Por que 'missão Di María' une Messi e estrelas da seleção da Argentina na busca por 4º título em 3 anos

Após vencerem o Canadá por 2 a 0, na última terça-feira (9), e garantirem a ida à final consecutiva de Copa América, os maiores "medalhões" da seleção da Argentina se uniram em uma missão: dar o título continental como "presente de despedida" para o veterano Ángel Di María.

O canhoto anunciou antes do torneio que essa seria sua última competição com a camisa Albiceleste. E, na zona mista do MetLife Stadium, ele assegurou que não há qualquer chance de recuar em sua decisão.

"(A final da Copa América será mais) Uma partida.... Será a minha última batalha, como já disse muitas vezes. É a última. Só agradeço a todos os argentinos e a essa geração que me fez levantar tantas taças", sintetizou.

De acordo com o atacante Julián Álvarez, a "missão Di María" começou ainda no vestiário do estádio, com o capitão Lionel Messi pedindo ao elenco que conquistasse a vaga na final como um "presente" ao meia-atacante.

"Como disse o Leo (Messi) antes da partida, é um presente para Dí María chegar a mais uma final, para ser a cereja do bolo. (Antes da partida) Ele disse para jogarmos esse jogo pelo Di María", contou.

"(O discurso de Messi) Foi muito lindo para todos. Nós nos sentimos assim, e ele merece (mais uma final) por tudo que lutou. Esperamos que ele jogue até quando quiser, é uma pessoa muito importante para o grupo", complementou.

Messi, por sua vez, lembrou todos os momentos difíceis que passou ao lado de Di María na seleção, como os seguidos vices da Copa do Mundo 2014 e das Copas América 2015 e 2016, e ressaltou que quer dar esse último título de presente para o amigo para que ele possa deixar a seleção no alto do pódio.

"Que ele [Di María] desfrute da partida (final), que tenhamos sorte e que terminamos com o prêmio que se merece em uma final de Copa América depois de tudo o que fizemos, de tudo o que passamos durante toda a etapa na seleção, porque passamos por momentos difíceis também", recordou.

"Não valorizaram isso de conseguir o que conseguíamos por não sermos campeões. Todos sabem o que passamos, foi uma carreira dura junto dele na seleção argentina, onde desfrutamos muito, demos o máximo sempre, fizemos o melhor e ele se aposentar em uma final, tem que ser como se merece", acrescentou.

Ao mesmo tempo em que se preparar para o adeus do astro, alguns jogadores confessam que estão tentando fazer o craque mudar de ideia.

É o caso do goleiro Emiliano "Dibu" Martínez, que não mediu palavras e pediu para que tanto Di María quando Messi joguem "eternamente" pela seleção.

"Tomara Deus que eles [Messi e Di María] não vão embora nunca. Vamos tentar convercer o Angelito (Di María) a seguir", disse.

O técnico Lionel Scaloni também apontou que fará sua parte para tentar mudar a decisão de Ángel... Mas só depois da grande final.

"Primeiro temos que jogar a final. Quero que os jogadores estejam focados nisso, não na família, na torcida, em todo o resto... Depois, veremos se conseguiremos convencê-lo de poder seguir conosco ou não. Mas não vamos nos adiantar quanto a isso", pediu.

Di María defende a seleção argentina desde 2008. Com a camisa da equipe, são 143 partidas e 31 gols, muitos deles importantíssimos.

O canhoto balançou as redes nos três títulos que a Albiceleste conquistou nos últimos três anos: Copa América 2021 (em cima do Brasil), Finalíssima 2022 (contra a Itália) e Copa do Mundo 2022 (no jogaço contra a França).

Pelas seleções de base, o Fideo, como é conhecido por seu corpo esguio, ainda ganhou o Mundial sub-20 de 2007 e a medalha de ouro no torneio de futebol dos Jogos Olímpicos de Pequim-2008.

Na grande final, a Argentina enfrenta o vencedor da aguardada semifinal entre Colômbia e Uruguai.

Os rivais se enfrentam nesta quarta-feira (10), às 21h (de Brasília), no Bank of America Stadium, em Charlotte.

A decisão da Copa América, por sua vez, está marcada para o próximo domingo (14), às 21h (de Brasília), no Hard Rock Stadium, em Miami.

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