Nesta segunda-feira (1°), em Frankfurt, Portugal eliminou a Eslovênia nos pênaltis após um jogo nervoso e avançou às quartas de final da Eurocopa. E o grande nome da classificação não foi Cristiano Ronaldo ou qualquer outro astro da seleção portuguesa.
Após o empate por 0 a 0 no tempo regulamentar e na prorrogação, que inclusive teve Cristiano Ronaldo perdendo um pênalti e indo às lágrimas, o goleiro Diogo Costa defendeu três cobranças na disputa por pênaltis, e os portugueses avançaram de fase com vitória por 3-0.
E apesar de ainda ter somente 24 anos, o arqueiro, que atua no futebol português e defende desde sempre as cores do Porto, clube que o revelou, já tem muita bagagem.
Nascido em Rothrist, na Suíça, Diogo deu os primeiros passos da carreira mesmo em Portugal. E foi no modesto Póvoa de Lanhoso, clube do Norte do país. Em 2011, foi para as categorias de base do Porto para nunca mais sair de lá.
No Dragão, o jovem arqueiro assumiu a titularidade na temporada 2021/22, substituindo uma linhagem de goleiros do clube que já teve Helton e Casillas na meta, e foi importante para a conquista do Campeonato Português.
Desde então, levantou outras sete taças pelo clube. E o bom desempenho o credenciou a ser o titular da seleção portuguesa na última Copa do Mundo, no Qatar, colocando Rui Patrício, até então nome incontestável de Portugal, de fora do time titular.
Apesar do desempenho ruim dos portugueses naquele Mundial, caindo para o Marrocos nas quartas de final, Diogo saiu como um dos destaques e, desde então, passou a atrair o holofote de grandes times da Europa.
Na lista já estiveram os gigantes ingleses Manchester United e Chelsea, além do "novo rico" Newcastle. Por enquanto, o seu vínculo com o Porto é válido até o fim de junho de 2027.
E de acordo com o site especializado em mercado Transfermarkt.com, o seu passe está na casa dos 40 milhões de euros - R$ 242,8 milhões nas cifras atuais - valor elevado para um goleiro.
Emoção após a classificação
Herói da seleção portuguesa diante dos eslovenos, Diogo Costa não escondeu a emoção após defender as três cobranças que ajudaram o seu país a avançar de fase na Euro. Agora com a França pela frente.
"Foi um jogo muito disputado contra uma equipe que deu a vida para defender e fez isso muito bem. Da minha parte, são os jogos mais difíceis, porque ficamos muito tempo sem tocar na bola. E eu só pensava em, se tivesse a oportunidade, aproveitá-la. E gastei toda a minha energia nisso. Estou muito feliz por ajudar a equipe, gostaria de dedicar esse momento à minha família, que me dá todo o suporte", disse o arqueiro.
"É como eu costumo dizer, é uma motivação extra, trabalho nunca irá faltar. Sempre vou acreditar em mim. Foi o jogo que mais consegui ajudar a minha equipe e é nisso que eu me foco", concluiu.
