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Guia da Copa América: destaques, sedes e o que esperar de cada rival da seleção brasileira nos EUA

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Brasil? Argentina? Uruguai? André Donke monta ranking de favoritos ao título da Copa América (1:21)

'O Brasil tem mais talento do que a Argentina, mas...': assista à análise de André Donke (1:21)

Argentina de Lionel Messi em sua primeira defesa de título. Brasil de Vinicius Jr. atrás de uma nova cara com Dorival Júnior. Uruguai de Luís Suárez, Colômbia com James Rodríguez e outros "desafiantes" tradicionais com suas estrelas. Tudo isso em vários palcos que receberão, daqui dois anos, a sempre aguardada Copa do Mundo.

São motivos de sobra para não perder nada da Copa América, tradicional torneio de seleções da América do Sul – e convidadas, como virou costume nas décadas mais recentes. Enquanto a Eurocopa movimenta o futebol do Velho Continente, as estrelas latinas lutam pelo troféu que, neste século, já teve cinco campeões diferentes.

A posse da taça pertence à Argentina, que, mesmo tendo perdido a chance de sediar a edição de 2021, venceu o Brasil na decisão no Maracanã, um caneco que abriu caminho para outros dois (a Finalíssima, contra a Itália, e também a Copa de 2022, em eletrizante final contra a França). Na provável despedida de Messi do torneio, surge como a equipe a ser batida.

Não são apenas os argentinos que chamam atenção. Em seu primeiro torneio à frente da seleção, Dorival tem a chance de experimentar as suas ideias e se preparar para as eliminatórias, em que o Brasil está em posição desconfortável, graças a três derrotas em seis rodadas nos tempos de Fernando Diniz.

Mas como chegam os adversários da seleção brasileira? A ESPN tenta responder à pergunta com este Guia da Copa América, que apresenta os grupos, os 14 estádios que receberão as partidas e, com ajuda de "especialistas", um resumo completo do que cada equipe aspira no torneio dos Estados Unidos. E aí, é a hora de um campeão inédito ou a taça vai continuar na mão dos "poderosos"?

Os grupos

O formato do torneio é bastante simples: quatro grupos com quatro seleções cada, apenas as duas primeiras de cada chave avançam para formar a fase final, disputada sempre em jogo único. A curiosidade fica para o mata-mata.

Como a Argentina está no Grupo A e o Brasil no D, eles só podem se encontrar em caso de uma eventual decisão, independentemente de que posição acabarão.

Os hermanos, caso se classifiquem, só enfrentarão adversários das chaves A e B até a semifinal, assim como a equipe canarinha com os rivais dos grupos C e D.

As sedes

É a segunda vez que os Estados Unidos vão sediar a Copa América, depois da edição centenária em 2016. O torneio, que serve como preparação para o país dois anos antes da Copa do Mundo, será disputado em 13 cidades diferentes, mas em 14 estádios.

Kansas City é o único município que terá dois palcos diferentes, um deles o de menor capacidade da competição: o Children's Mercy Park, que recebe pouco mais de 18 mil pessoas. A maior arena é a de Nova Jersey (MetLife, com espaço para 82,5 mil pessoas), mas quem recebe a final é o Hard Rock Stadium, em Miami.

As arenas escolhidas para jogos da Copa América, por ordem de capacidade, são:

  • MetLife Stadium (Nova Jersey) - 82.500

  • At&T Stadium (Dallas) - 80.000

  • Arrowhead Stadium (Kansas City) - 76.416

  • Bank of America Stadium (Charlotte) - 73.778

  • NRG Stadium (Houston) - 71.795

  • Mercedes-Benz Stadium (Atlanta) - 71.000

  • SoFi Stadium (Los Angeles) - 70.240

  • Levi's Stadium (Santa Clara) - 68.500

  • Allegiant Stadium (Las Vegas) - 65.000

  • Hard Rock Stadium (Miami) - 64.767

  • State Farm Stadium (Glendale) - 63.400

  • Exploria Stadium (Orlando) - 25.500

  • Q2 Stadium (Austin) - 20.500

  • Children's Mercy Park (Kansas City) - 18.467

Raio-x das 16 seleções

BRASIL

Tem provavelmente o melhor jogador do mundo na atualidade, bons coadjuvantes e uma equipe que precisa mostrar serviço em um início de trabalho. Chega em condições de brigar pelo título, embora não seja o principal favorito. (Murilo Borges)

Calendário da 1ª fase:

  • 24/6: Costa Rica, em Los Angeles

  • 28/6: Paraguai, em Las Vegas

  • 02/7: Colômbia, em Santa Clara

Como chega?

São apenas quatro jogos sob o comando de Dorival Júnior, que conquistou bons resultados contra Inglaterra e Espanha, mas levantou dúvidas contra México e Estados Unidos. Ainda precisa encontrar uma cara que inspire confiança na torcida e na própria comissão técnica.

Qual o objetivo no torneio?

Qualquer seleção brasileira que se preze chega para brigar pelo título. É favorito para se classificar em seu grupo, apesar da concorrência da Colômbia em ótima fase, e tem a meta mínima de alcançar as semifinais. Ir à decisão vai depender da evolução coletiva da equipe.

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Destaque do time: Vinicius Jr.

Não poderia ser outro. Sem Neymar, que ainda carrega muitas dúvidas se voltará a ser protagonista da seleção no futuro, Vinicius Jr. assume o posto de principal jogador. Levou o Real Madrid aos títulos de LALIGA e da Champions League na temporada passada, o que o credencia a brilhar pelo Brasil, algo que, verdade seja dita, ainda não aconteceu.

Olho nele: Endrick

Em uma seleção cheia de jovens, é no astro mais midiático que as expectativas estão mais pesadas. Endrick começa o torneio como reserva, mas, devido à estrela que mostrou nos amistosos, não é de se duvidar que assumirá a posição ao longo do torneio. Não à toa, deram a ele a camisa 9, ainda à procura de um dono confiável nos últimos anos.

O técnico: Dorival Júnior

Comandante de diversas equipes de massa do Brasil, Dorival foi o escolhido pela CBF após o sonho com Carlo Ancelotti se tornar um pesadelo. Chega para sua primeira competição com mudanças no time que vinha (mal) com o antecessor Fernando Diniz. É sua missão encontrar uma base que não só faça um bom papel na Copa América, como também sirva de molde para as eliminatórias da Copa do Mundo.

Time-base:

Alisson; Danilo, Marquinhos, Beraldo e Wendell; João Gomes, Bruno Guimarães e Lucas Paquetá; Raphinha, Rodrygo e Vinicius Jr.

História na Copa América:

É o terceiro maior campeão do torneio, com nove títulos, atrás apenas dos 15 de Argentina e Uruguai. De todas as suas taças, a maioria é recente: venceu cinco vezes de 1997 para cá. Vem de um vice-campeonato em casa, na edição de 2021 disputada no meio da pandemia de COVID-19.

ARGENTINA

Os campeões do mundo têm diversos pontos fortes em que podem sustentar o sonho de conquistar o bi da Copa América. Desde o funcionamento do meio-campo até a solidez defensiva e a mobilidade de seus atacantes. Sem contar a presença de Lionel Messi e um estado anímico que os torna quase imbatíveis. (Damian Didonato)

Calendário da 1ª fase:

  • 20/6: Canadá, em Atlanta

  • 25/6: Chile, em Nova Jersey

  • 29/6: Peru, em Miami

Como chega?

Desde a conquista da Copa do Mundo, a Argentina acumula 13 vitórias e apenas uma derrota. Líderes das eliminatórias para a Copa do Mundo, os hermanos estão mais do que motivados para a conquista do bicampeonato.

Qual o objetivo no torneio?

Atuais campeões, os argentinos deixaram para trás os 28 anos de jejum de conquistas e conquistaram todos os títulos disputados desde a última Copa América. A sequência depois do Mundial do Qatar anima ainda mais o time de Lionel Scaloni, que é o principal favorito.

Destaque do time: Lionel Messi

Seus 36 anos de idade parecem apenas mais um número. Mesmo com ele agora jogando na MLS, competição considerada fraca por alguns, sua importância para o time segue sendo inegável. Messi foi o protagonista das últimas conquistas e quer se manter dessa forma.

Olho nele: Alejandro Garnacho

Se existe algum sinal de renovação da seleção argentina depois do título mundial, ele deve ser simbolizado por Alejrandro Garnacho. A joia de 19 anos do Manchester United se firmou na última Premier League e disputará seu primeiro torneio com a Albiceleste.

O técnico: Lionel Scaloni

Lá se vão seis anos desde que Scaloni assumiu interinamente a sua seleção. Na época, o jovem treinador não tinha nenhuma expectativa. Depois de tanto tempo – e tantas conquistas -, seu trabalho vai se encontrando em um estágio mais avançado de maturidade.

Time-base:

Emiliano Martínez; Molina, Otamendi, Romero e Tagliafico; Enzo Fernández, De Paul e Mac Allister; Messi, Julián Álvarez e Di María.

História na Copa América:

Maior campeã do torneio ao lado do Uruguai, a Argentina acumula 15 conquistas do torneio, querendo a hegemonia isolada nesta edição.

BOLÍVIA

Calendário da 1ª fase:

  • 23/6: Estados Unidos, em Dallas

  • 27/6: Uruguai, em Nova Jersey

  • 01/7: Panamá, em Orlando

Como chega?

Só tem uma vitória nas seis partidas mais recentes, quando fez 1 a 0 na tão frágil quanto seleção de Andorra, em amistoso realizado no dia 25 de março. Contra rivais que estarão na Copa América, a equipe perdeu para México, Equador e Colômbia.

Qual o objetivo no torneio?

Se Uruguai e Estados Unidos apontam como favoritos às vagas na próxima fase, a Bolívia tem uma disputa paralela com o Panamá para não ser lanterna do grupo. Os dois, inclusive, se enfrentam na última rodada.

Destaque do time: Ramiro Vaca

O posto era para ser de Marcelo Moreno, mas o atacante se aposentou da seleção no fim de 2023 e deixou um "vazio" na busca por uma nova referência. A bola da vez é Ramiro Vaca, meia de 24 anos que atua pelo Bolívar e usa a camisa 10 na equipe nacional.

Olho nele: Miguelito

O garoto de 20 anos, que joga no Santos, foi chamado para a seleção principal e anotou seu primeiro gol, na derrota por 3 a 1 para o Equador. Como ele não tem chances com Fábio Carille, é a chance de torcedores alvinegros verem como o jovem é em ação pela equipe nacional.

O técnico: Antônio Carlos Zago

Ex-zagueiro de imensa qualidade, com passagens de sucesso por São Paulo, Palmeiras e Roma, Zago assumiu a seleção em novembro de 2023. Fez sucesso no país pelo Bolívar, onde foi campeão nacional e chegou à Libertadores, mas tem um longo trabalho à frente da equipe.

Time-base:

Viscarra; Jesús Sagredo, Haquin e José Sagredo; Cuellar, Justiniano, Fernández, Saucedo e Matheus; Menacho e Miranda.

História na Copa América:

Participou 28 vezes do torneio e conquistou o título uma vez, em 1963, quando atuou em casa. São 72 derrotas em 119 jogos, o que mostra como os bolivianos não costumam ter campanhas de destaque. A última foi em 1997, novamente diante da torcida, quando a seleção foi vice para o Brasil.

CANADÁ

A seleção canadense deixou de ser um dos elencos mais frágeis da CONCACAF e se converteu em uma das equipes mais fortes do continente graças a uma clara ideia de jogo, além do fato de contar com jogadores que atuam em potências europeias (Armando Neria).

Calendário da 1ª fase:

  • 20/6: Argentina, em Atlanta

  • 25/6: Perú, em Kansas

  • 29/6: Chile, em Orlando

Como chega?

Brilhou nas eliminatórias para a Copa de 2022, mas não conseguiu os melhores resultados nos últimos meses, quando por exemplo foi derrotada pela Jamaica na Nations League. Precisou passar por um playoff para obter a vaga na Copa América.

Qual o objetivo no torneio?

Ao ser um dos melhores times da CONCACAF, Canadá aspira ao menos superar a fase de grupos e se classificar às quartas de final. Mas, se isso acontecer, o caminho não deve ser nada fácil, pois a seleção está no mesmo lado da chave que a Argentina, atual campeã.

Destaque do time: Stephen Eustáquio

Ex-jogador do Cruz Azul, Stephen Eustáquio é o capitão canadense graças a sua liderança e as boas atuações pelo Porto. Mas o posto de figura mais importante ainda é de Alphonso Davies. Vem de uma temporada complicada com o Bayern de Munique, mas pode aproveitar a Copa América para recuperar o bom nível e, quem sabe, convencer o Real Madrid a contratá-lo na atual janela...

Olho nele: Ismaël Koné

Com 21 anos, o meio-campista se destaca por ter um grande talento, que em 2023 despertou interesse do Watford, equipe da segunda divisão da Inglaterra. Justamente por não atuar na Premier League, muitas de suas atuações passam despercebidas, então a Copa América é uma oportunidade extraordinária para o jogador mostrar seu potencial.

O técnico: Jesse Marsch

Há algumas semanas, Jesse Marsch foi anunciado como o novo técnico do Canadá. Aos 50 anos, o norte-americano conta com uma trajetória importante na Europa, onde dirigiu equipes como Leeds, da Inglaterra, RB Leipzig, da Alemanha, e também o Salzburg, da Áustria.

Time-base:

Crepeau; Johnston, Miller, Waterman e Davies; Buchanan, Eustáquio, Koné e Ugbo; David e Larin.

História na Copa América:

Esta será a primeira participação dos canadenses no torneio de seleções da CONMEBOL, o que faz dela a única seleção estreante.

CHILE

Com Ricardo Gareca em início de trabalho, o Chile ainda tenta encontrar algumas soluções para os problemas recentes. Ainda assim, o setor defensivo ainda preocupa, com a dupla titular sem o ritmo de jogo adequado. (Cristóbal Escudey)

Calendário da 1ª fase:

  • 21/6: Peru, em Dallas

  • 25/6: Argentina, em Nova Jersey

  • 29/6: Canadá, em Orlando

Como chega?

Na 8ª posição nas eliminatórias, o Chile disputou três amistosos em 2024, com duas vitórias e uma derrota recente para a França. Ainda assim, pouco se sabe sobre como o time responderá com Ricardo Gareca em um mês de torneio.

Qual o objetivo no torneio?

Fora das últimas duas edições da Copa do Mundo, a Roja acumula resultados negativos no cenário sul-americano. O objetivo primário da Copa América é conseguir mais rodagem com o novo treinador. Uma classificação no mata-mata é uma possibilidade palpável.

Destaque do time: Eduardo Vargas

Foram poucos jogos sob o comando de Ricardo Gareca, mas o atacante do Atlético-MG tem conquistado uma faceta mais artilheira, sendo o homem gol que faltou em momentos recentes.

Olho nele: Gabriel Suazo

Cria da base do Colo-Colo, o lateral-esquerdo de 26 anos tem sido peça importante do time chileno na saída de jogo desde o campo de defesa, se destacando no início de trabalho de Gareca.

O técnico: Ricardo Gareca

Os sete anos a frente do Peru se encerraram após a falha na busca por classificação para a última Copa do Mundo. Depois disso, o retorno ao Vélez foi decepcionante. Agora, Gareca tenta novo recomeço comandando o Chile.

Time-base:

Bravo; Isla, Maripán, Paulo Díaz e Gabriel Suazo; Nuñez, Pulgar, Dávila, Alexis Sánchez e Valdés; Eduardo Vargas.

História na Copa América:

Depois de anos de buscas frustradas, o Chile conquistou seu bicampeonato em 2015 e 2016. Depois disso, o time chegou na semifinal em 2019 e quartas de final em 2021.

COLÔMBIA

Existem argumentos sólidos que fazem a Colômbia sonhar com o título. Um bom nível coletivo, ideia clara de seu treinador e mais de 20 jogos de invencibilidade. Ainda precisa ser mais contundente e melhorar a intensidade de jogo. (Enrique Delgado)

Calendário da 1ª fase:

  • 24/6: Paraguai, em Houston

  • 28/6: Costa Rica, em Glendale

  • 2/7: Brasil, em Santa Clara

Como chega?

São 23 jogos de invencibilidade e oito vitórias seguidas. A Colômbia possui um dos melhores retrospectos recentes, com mais de dois anos de invencibilidade dando suporte para as esperanças de título.

Qual o objetivo no torneio?

O time pode não ser o principal favorito ao título, mas os números recentes colocam a Colômbia como um dos candidatos à conquista do seu bicampeonato.

Destaque do time: Luis Díaz

São muitos os destaques individuais da seleção colombiana, incluindo James Rodríguez, que tem demonstrado atuações bem diferentes das que consegue no São Paulo. Mas é Luis Díaz, do Liverpool, quem inspira mais confiança atualmente. A seleção brasileira que o diga. Em novembro, o atacante castigou a Canarinho nas eliminatórias.

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Torneio começa nesta quinta-feira (20) e será disputado nos Estados Unidos

Olho nele: Jhon Arias

O futebol de Jhon Arias é bastante conhecido aqui no Brasil, mas a Copa América será uma grande oportunidade para o atacante do Fluminense brilhar para os grandes holofotes.

O técnico: Néstor Lorenzo

Ex-auxiliar de José Pakerman, o argentino está há quase dois anos no comando da Colômbia e segue invicto. Dos 23 jogos de invencibilidade, 20 são com o treinador, que consegue deixar sua ideia de jogo bem consolidada.

Time-base:

Vargas; Muñoz, Lucumí, Sánchez e Mojica; Uribe, Lerma, Arias, James Rodríguez e Luis Díaz; Rafael Borré.

História na Copa América:

Semifinalista em 2021, a Colômbia conquistou o título apenas uma vez, em 2001, quando sediaram a competição e bateu o México na grande decisão.

COSTA RICA

Los Ticos estão em um processo de reconstrução, o que faz da Copa América um torneio que servirá de base para a nova comissão técnica determinar quais jogadores farão parte do grupo que vai competir por um lugar na Copa do Mundo de 2026 (Armando Neria).

Calendário da 1ª fase:

  • 24/6: Brasil, em Los Angeles

  • 28/6: Colômbia, em Phoenix

  • 2/7: Paraguai, em Austin

Como chega?

Vem de uma performance decepcionante na Copa Ouro de 2023. Apesar de chegar às quartas de final, a seleção da Costa Rica venceu apenas uma vez no torneio, contra a frágil equipe de Martinica. Neste ano, derrotou El Salvador e Honduras, empatou com o Uruguai e perdeu da Argentina.

Qual o objetivo no torneio?

Parece pouco provável que a Costa Rica avance às quartas de final do torneio, então a meta mais palpável é, quem sabe, terminar em terceiro lugar no grupo, e não como lanterna.

Destaque do time: Francisco Calvo

Francisco Calvo chegou ao Campeonato Mexicano em 2024 para jogar no FC Juárez, equipe de boa campanha no Clausura, e ganhou espaço a ponto de se tornar um dos elementos fundamentais e ganhar a braçadeira de capitão. Assim, chega como grande nome da geração da Costa Rica.

Olho nele: Manfred Ugalde

Aos 22 anos, Ugalde é um dos grandes talentos do país nos últimos anos. O atacante do Spartak Moscou espera aproveitar a Copa América para se consolidar como o dono da posição na disputa das eliminatórias para o Mundial de 2026.

O técnico: Gustavo Alfaro

O argentino conta com larga experiência no continente, com destaque para suas passagens por Boca Juniors, Huracán, Gimnasia e também a seleção do Equador. Tem mais de 30 anos de carreira e a confiança da torcida, que o vê como o técnico ideal para levar o país a mais uma Copa.

Time-base:

Sequeira; Taylor, Arboine, Cascante, Calvo e Mora; Brenes, Galo, Madrigal e Zamora; Ugalde.

História na Copa América:

A Costa Rica participou de cinco edições do torneio, e seu melhor resultado foi alcançar as quartas de final em 2001 e 2004.

EQUADOR

Equipe jovem e renovada nas mãos de Félix Sánchez, tem jogadores de experiência como Enner Valencia, Alexander Domínguez e Ángel Mena que servem de respaldo para jovens promissores como Moisés Caicedo e Kendry Páez. Possui uma defesa forte, mas mostra dificuldades para fazer gols. (Andrés Granizo)

Calendário da 1ª fase:

  • 22/6: Venezuela, em Santa Clara

  • 26/6: Jamaica, em Los Angeles

  • 30/6: México, em Glendale

Como chega?

Venceu os dois últimos amistosos antes da estreia (3 a 1 na Bolívia e 2 a 1 em Honduras), o que a recuperou de derrota para a Argentina dias antes. Os resultados não inspiram confiança em uma campanha de destaque.

Qual o objetivo no torneio?

O grupo com Jamaica, México e Venezuela não aparenta ter um favorito destacado, o que faz com que as chances de classificação seja semelhante para todos. Os equatorianos sonham com um lugar nas quartas de final, o que já seria de bom tamanho. Sonhar além disso vai depender do chaveamento.

Destaque do time: Enner Valencia

O atacante veterano que pertence ao Internacional é mais um da lista de jogadores que atuam no Brasileirão a disputar a Copa América. Chega como o principal nome da seleção equatoriana, por quem anotou 40 gols na história.

Olho nele: Kendry Paéz

O garoto de apenas 17 anos é titular incontestável do Independiente del Valle. Se isso não é prova cabal de seu talento, vale lembrar que está vendido ao Chelsea, para onde vai se transferir em julho de 2025, quando completar a maioridade. É um meia criativo e que deve carregar a nova geração da seleção.

O técnico: Félix Sánchez Bas

Dirige o Equador desde 2023. É espanhol, tem 48 anos e um passado nas categorias de base do Barcelona, onde trabalhou por uma década, até 2006. Também passou pela formação de jogadores jovens do Qatar, seleção que treinou na Copa do Mundo de 2022, sem tanto sucesso.

Time-base:

Dominguez; Preciado, Félix Torres, Pacho e Hincapié; Alan Franco e Caicedo; Yeboah, Kendry Páez e Sarmiento; Enner Valencia.

História na Copa América:

Vive de campanhas oscilantes quando o assunto é Copa América. Nas últimas cinco edições, o máximo que conseguiu foi chegar às quartas de final, em 2016 e 2021. Nas outras (2011, 2015 e 2019), parou na fase de grupos.

ESTADOS UNIDOS

Os donos da casa chegam à Copa América como a seleção mais poderosa da CONCACAF, o que permite aos torcedores sonharem com uma campanha histórica do país em meio às melhores equipes sul-americanas (Armando Neria).

Calendário da 1ª fase:

  • 23/6: Bolívia, em Arlington

  • 27/6: Panamá, em Atlanta

  • 1/7: Uruguai, em Kansas City

Como chega?

É o atual campeão da Nations League da CONCACAF e possui uma das melhores gerações da história da seleção. Seus principais jogadores atuam em equipes poderosas da Europa, o que já garante a este elenco um aspecto que o país nunca tinha vivido no passado.

Qual o objetivo no torneio?

Devido ao domínio que teve nos últimos anos dentro da sua confederação, assim como às estrelas que tem no elenco, os Estados Unidos deve buscar ao menos chegar às semifinais. Em um torneio com Brasil e Argentina como favoritos, a meta é brigar para ficar entre os quatro primeiros colocados.

Destaque do time: Christian Pulisic

Aos 25 anos, Christian Pulisic está devidamente consolidado como a figura principal dos Estados Unidos. Pelos seus pés, passa muito da esperança de uma campanha inesquecível na Copa América. Chega ao torneio após uma temporada com 15 gols e 11 assistências pelo Milan.

Olho nele: Ricardo Pepi

Pepi, que tinha a possibilidade de defender o México, viveu sua primeira rande temporada com o PSV, onde marcou 9 gols e teve boas atuações na Holanda. Mostrou que tem um faro goleador apurado, o que pode ajudá-lo a garantir a posição de centroavante titular na seleção norte-americana.

O técnico: Gregg Berhalter

No cargo desde meados de 2018, Berhalter tem um destacado trabalho à frente da seleção, o que faz dela a equipe da CONCACAF que mais pode aspirar o título da Copa América. Recentemente, o técnico levou o país às conquistas da Copa Ouro de 2021 e também de dois títulos da Nations League.

Time-base:

Turner; Scally, Richards, Ream e Robinson; Adams, McKennie e Reyna; Weah, Wright e Pulisic.

História na Copa América:

Participou quatro vezes da Copa América e conseguiu terminar entre os quatro melhores em duas ocasiões diferentes (1995 e 2016). Não disputa o torneio desde quando sediou a edição Centenária, há oito anos.

JAMAICA

Os Reggae Boys voltam à principal competição da CONMEBOL após quase dez anos de sua última participação. Progrediu muito nos últimos anos e quer mostrar que pode ser considerada uma das melhores equipes da América do Norte e Central (Armando Neria).

Calendário da 1ª fase:

  • 22/6: México, em Houston

  • 26/6: Equador, em Las Vegas

  • 30/6: Venezuela, em Austin

Como chega?

Está consolidada como uma das seleções mais fortes da CONCACAF graças às últimas atuações em torneios internacionais. Há alguns meses, a Jamaica terminou com a terceira posição da Nations League, mesma posição em que acabou a Copa Ouro de 2024.

Qual o objetivo no torneio?

Não são favoritos para avançar à final e nem terminar entre os primeiros lugares, mas pode aspirar uma classificação às quartas de final. Se conseguir, vai melhorar suas participações anteriores, quando sequer passou da fase de grupos.

Destaque do time: Michail Antonio

Michail Antonio, atacante do West Ham, é o jogador mais importante que a Jamaica tem. Aos 34 anos, busca, junto com seus companheiros, garantir uma atuação histórica do país, que conta com seu instinto goleador para ir longe. Já o goleiro Andre Blake é outra grande figura jamaicana, que assumiu a faixa de capitão na campanha da Nations League.

Olho nele: Dexter Lembikisa

Com 20 anos, o lateral-direito é uma das apostas de maior destaque das categorias de base do Wolverhampton, da Premier League. Na temporada passada, Dexter foi emprestado ao Heart, da Escócia, e também atuou pelo Rotherham, na segunda divisão inglesa.

O técnico: Heimir Hallgrímsson

Cumpre seu segundo ano à frente da seleção jamaicana. Sob sua direção, o país conseguiu bater de frente com equipes mais fortes, como Canadá, Estados Unidos e México. Antes desse trabalho, Heimir foi comandante do Al Arabi, do Qatar, por quase três anos.

Time-base:

Blake; Latibeaudi, Bernard e Hector; Lembikisa, Palmer, Lowe e Leigh; Córdova, Antonio e Nicholson.

História na Copa América:

Foram apenas duas participações no torneio, em 2015 e 2016, com eliminações logo na fase de grupos.

MÉXICO

Já foi protagonista no torneio, mas suas últimas participações na Copa América não foram tão positivas. Para a nova campanha, a seleção aposta em caras novas no elenco. O rendimento do time pode ajudar a definir o futuro do técnico Jaime Lozano. (Armando Neria)

Calendário da 1ª fase:

  • 22/6: Jamaica, em Houston

  • 26/6: Venezuela, em Los Angeles

  • 30/6: Equador, em Phoenix

Como chega?

Apesar de ganhar a Copa Ouro de 2023 e alcançar a final da Nations League passada, a seleção tricolor chega em meio a muitas dúvidas após a derrota para os Estados Unidos na decisão, com uma atuação pobre. Como deixou várias estrelas fora, está longe de ser considerada uma candidata ao título.

Qual o objetivo no torneio?

Após a Copa Ouro de 2023, Ivar Sisniega, presidente da Federação Mexicana de Futebol, assegurou que o objetivo para este ano era chegar às semifinais. O discurso, é verdade, mudou nas últimas semanas. A seleção chega obrigada a no mínimo superar a fase de grupos, mas deveria aspirar um lugar entre os semifinalistas.

Destaque do time: Edson Álvarez

Edson Álvarez viveu uma grande temporada com o West Ham, a sua primeira na Premier League. Tornou-se uma peça-chave no esquema de David Moyes. Na seleção, com as ausências de nomes como Guillermo Ochoa e Hirving Lozano, Edson se consolida como o principal líder da equipe.

Olho nele: Bryan González

Com 21 anos, González é mais um talento revelado pelo Pachuca nos últimos anos. O lateral-esquerdo conquistou seu espaço no clube e espera fazer o mesmo em sua primeira oportunidade de representar o México em uma competição internacional.

O técnico: Jaime Lozano

É a aposta da Federação Mexicana para a Copa de 2026, mas uma atuação decepcionante na Copa América pode até por fim ao projeto de Lozano. Sob seu comando, a seleção ganhou o título da Copa Ouro do ano passado e teve até boas atuações, como no empate com a Alemanha, mas o fracasso na Nations League aumentou a desconfiança da torcida.

Time-base:

Malagón; César Montes, Johan Vásquez, Gerardo Arteaga e Bryan González; Edson Álvarez, Luis Chávez e Erick Sánchez; Uriel Antuna, Julián Quiñones e Santiago Giménez.

História na Copa América:

Tem duas finais em seu currículo (1992 e 2001), mas perdeu o título em ambas. Por outro lado, desde 2007 não termina entre os quatro melhores times. Sua pior atuação foi na Copa América de 2016, em que levou um inesquecível 7 a 0 do Chile.

PANAMÁ

Panamá ganhou um protagonismo importante nos últimos anos, em torneios da CONCACAF, e, ainda que não seja uma das favoritas para brigar pelas primeiras colocações, trata a Copa América como um incrível trampolim para voos mais altos no futuro. (Armando Neria)

Calendário da 1ª fase:

  • 23/6: Uruguai, em Miami

  • 27/6: Estados Unidos, em Atlanta

  • 1/7: Bolívia, em Orlando

Como chega?

Roubou os holofotes na Copa Ouro do ano passado ao eliminar os Estados Unidos nas semifinais e fazer jogo duro contra o México na decisão. Na Nations League, porém, não obteve os resultados que esperava, ao cair para os mexicanos na na semifinal e também ser superado pela Jamaica, na disputa de terceiro lugar.

Qual o objetivo no torneio?

Estão em um grupo complicado, com Estados Unidos e Uruguai favoritos para avançar à fase final. Assim, a meta panamenha é aproveitar ao máximo a experiência de participar de uma competição de alto nível. Se conseguir uma vaga nas quartas de final, será uma campanha histórica.

Destaque do time: Anibal Godoy

Anibal Godoy, meio-campista do Nashville, tem que ser considerado um dos jogadores mais importantes da seleção. Sua experiência será chave para as aspirações do Panamá na busca por uma campanha positiva.

Olho nele: Martín Krug

Nascido nos Estados Unidos, Krug, de 17 anos, pertence ao levante, da Espanha. Destaca-se pelo físico (tem 1,92 m de altura) e seu talento como zagueiro central. Também tem habilidade suficiente para desempenhar uma função no meio-campo.

O técnico: Thomas Christiansen

Nascido em Hadsund, na Dinamarca, Christiansen vive seu quarto ano à frente da seleção do Panamá, em um trabalho extraordinário. No passado, dirigiu equipes como APOEL, Larnaca e Leeds.

Time-base:

Mosquera; Escobar, Anderson, Córdoba e Blackman; Godoy, Carrasquilla e Bárcenas; Fajardo, Díaz e Rodríguez.

História na Copa América:

Panamá estreou na Copa América na edição centenária, em 2016, e conseguiu um histórico triunfo sobre a Bolívia. Ainda assim, não foi suficiente para passar da fase de grupos.

PARAGUAI

A seleção paraguaia busca uma nova identidade com o técnico Daniel Garnero. Fora de um Mundial desde 2010 e com o vice da Copa América no ano seguinte ainda na memória, a Albirroja tenta "virar a chave" no continente e se apoia em Gómez, Villasanti, Almirón, Enciso e cia para ao menos chegar ao mata-mata. (Antônio Chamorro)

Calendário da 1ª fase:

  • 24/6: Colômbia, em Houston

  • 28/8: Brasil, em Las Vegas

  • 2/7: Costa Rica, em Austin

Como chega?

Com troca recente de treinador, o Paraguai acumula uma sequência ruim. Desde a chegada de Garnero, são sete jogos e apenas duas vitórias (ambas por 1 a 0). Nas eliminatórias, ocupa a 7ª posição.

Qual o objetivo no torneio?

Os resultados recentes já não inspiram confiança. E os adversários do grupo só pioram a situação. Com Brasil e Colômbia como adversários, uma classificação surge como algo improvável.

Destaque do time: Mathías Villasantí

Titular do Grêmio, o meio-campista de 27 anos é o cérebro do time paraguaio. Desde 2019 vestindo a camisa da seleção, o camisa 23 é a grande esperança de algo diferente de seu time.

Olho nele: Damián Bobadilla

Recém-contratado pelo São Paulo, o jovem de 22 anos foi convocado pela primeira vez com Daniel Garnero, mas ganhou os primeiros minutos na data Fifa recente. Mesmo reserva, deve ganhar mais minutos durante a Copa América

O técnico: Daniel Garnero

Contratado em setembro, fez boa parte da sua carreira em clubes do Paraguai, com o trabalho de maior destaque sendo no Libertad, quando ganhou duas vezes o Apertura. Na seleção, ainda busca se firmar.

Time-base:

Carlos Coronel; Velázquez, Gustavo Gómez, Alonso e Giménez; Villasantí, Caballero e Rojas; Sosa, Bareiro e Enciso.

História na Copa América:

Finalistas em 2011, os paraguaios conquistaram o torneio duas vezes, sendo o título mais recente em 1979.

PERU

O Peru de Jorge Fossati destaca-se principalmente pela solidez defensiva: sofreu apenas um gol em quatro amistosos. O elenco é experiente e carrega bons resultados recentes, com uma semifinal e outra final de Copa América em uma década. (Michael Ronceros)

Calendário da 1ª fase:

  • 21/6: Chile, em Dallas

  • 25/6: Canadá, em Kansas City

  • 29/6: Argentina, em Miami

Como chega?

Não perde desde novembro do ano passado, uma invencibilidade que tem cinco jogos contra adversários modestos, como Nicarágua, República Dominicana e El Salvador, e outros que podem cruzar seu caminho na Copa América, tais quais Venezuela e Paraguai.

Qual o objetivo no torneio?

Tem uma defesa mais consistente, mas ainda tem imensa dificuldade em criar oportunidades de gol, o que atrapalha sonhar com algo que seja além de brigar pela segunda vaga no grupo que tem a atual campeã Argentina.

Destaque do time: Gianluca Lapadula

O atacante de 34 anos vai para mais uma edição de Copa América após anotar quatro gols na campanha peruana de 2021. Chega à seleção após uma temporada de pouco brilho pelo Cagliari, mas sua experiência de Europa, sobretudo no futebol italiano, é um diferencial no elenco.

Olho nele: Piero Quispe

Aos 22 anos, o meia surgido na base do Universitario mudou-se para o Pumas, no início da temporada passada, e conquistou seu espaço no futebol mexicano. É visto como um jogador de futuro em uma seleção peruana que carece de renovação e ainda depende de veteranos.

O técnico: Jorge Fossati

Um dos treinadores mais experientes da Copa América está no Peru. O uruguaio Jorge Fossati soma passagens por equipes tradicionais, como Peñarol, LDU, Internacional e Cerro Porteño, além da seleção do próprio país. Foi chamado para assumir a equipe peruana após o título nacional com o Universitario, em 2023.

Time-base:

Gallese; Araujo, Zambrano e Callens; Advincula, Cartagena, Tapia, Quispe e López; Rivera e Lapadula.

História na Copa América:

Ostenta dois títulos de Copa América (1939 e 1975), mas passou décadas como mero coadjuvante nas disputas. Cresceu de produção durante a passagem de Ricardo Gareca como técnico e chegou ao vice-campeonato em 2019, ao perder a final para o Brasil, de Tite, no Maracanã.

URUGUAI

A qualidade e versatilidade dos meio-campistas é a grande virtude do time de Marcelo Bielsa, que encontrou uma maneira de potencializar os atacantes uruguaios em um jogo veloz e vertical. Ainda que o elenco tenha carências, chega em boas condições competitivas. (Pablo Gama)

Calendário da 1ª fase:

  • 23/6: Panamá, em Miami

  • 27/6: Bolívia, em Nova Jersey

  • 01/7: Estados Unidos, em Kansas City

Como chega?

Empate sem gols com a Costa Rica e goleada por 4 a 0 sobre o México mostram que o Uruguai ainda oscila nas mãos de Bielsa, mas o técnico já foi capaz de fazer a seleção vencer Brasil e Argentina de um ano para cá.

Qual o objetivo no torneio?

Caiu em uma chave acessível, em que não deve sofrer para se classificar. Se der a lógica, portanto, tem vaga garantida nas quartas de final. A missão será brigar para ir à fase seguinte, em um confronto provável contra Brasil ou Colômbia.

Destaque do time: Darwin Núñez

A seleção ainda conta com Luis Suárez, não mais no auge da forma como há alguns anos, então o posto de destaque vai para quem deve ocupar seu espaço no ataque. Apesar de uma temporada decepcionatne com o Liverpool, Darwin Núñez comandará o ataque uruguaio. Tem oito gols nos últimos cinco jogos pela Celeste, onde nem parece o mesmo jogador que cansa de perder chances na Inglaterra.

Olho nele: Facundo Pellistri

Revelado no Peñarol, o atacante se profissionalizou de vez no Manchester United, onde não conseguiu explodir como mostrava seu potencial. Atuou pelo Granada na metade final da temporada passada e fez dois gols em 15 jogos. Ainda não desabrochou, mas vale a pena ficar de olho, até porque tem time brasileiro interessado nele...

O técnico: Marcelo Bielsa

O argentino, referência para Pep Guardiola e outros grandes técnicos pelo mundo do futebol, dirige a terceira seleção diferente na América do Sul, após Argentina e Chile. Deu uma cara diferente à equipe uruguaia, que chega em boa fase para o torneio nos Estados Unidos. No currículo, tem trabalhos marcantes por Newell's Old Boys, Vélez Sarsfield, Athletic Bilbao e Leeds United.

Time-base:

O provável Uruguai para a Copa América é: Rochet; Araújo, Giménez, Olivera e Olaza; Ugarte e Bentancur; De la Cruz, Rodríguez e Valverde; Darwin Núñez.

História na Copa América:

Maior campeão do torneio ao lado da Argentina, com 15 títulos cada, o Uruguai não levanta o troféu desde 2011. De lá para cá, por sinal, sequer chegou às semifinais em nenhuma das quatro edições que disputou. É uma força inegável do continente, mas que não tem a mesma constância de décadas passadas.

VENEZUELA

O empate em Cuiabá contra a seleção brasileira não foi por acaso. A Venezuela vive momento iluminado e pode sonhar com uma campanha como azarão dentro da Copa América mais uma vez. (Thiago D’Amaral)

Calendário da 1ª fase:

  • 22/6: Equador, em Santa Clara

  • 26/6: México, em Los Angeles

  • 30/6: Jamaica, em Austin

Como chega?

Com um bom início nas eliminatórias, na 4ª posição, a seleção Vinotinto está a cinco jogos sem conseguir uma vitória, com três empates e duas derrotas para Itália e Colombia em amistosos.

Qual o objetivo no torneio?

A Venezuela não entra na Copa América sonhando com o título, mas a disputa em uma chave aberta faz com que uma classificação ao mata-mata não seja irreal.

Destaque do time: Jefferson Savarino

Reforço do Botafogo em 2024, o ponta é a referência técnica da seleção venezuelana. Nas eliminatórias, foi o responsável pelo gol contra o Peru e pela assistência contra a seleção brasileira.

Olho nele: Kervin Andrade

Aos 19 anos, o jovem meia do Fortaleza estreou em março pela seleção e já é uma das grandes esperanças. Recentemente se destacou pelo gol que selou o empate contra o Boca Juniors em plena Bombonera.

O técnico: Fernando Batista

Antigo assistente de José Pekerman, o argentino Fernando Batista já possui 12 jogos no comando da Venezuela, com cinco vitórias, cinco empates e apenas duas derrotas. Ambas, porém, vieram na sequência negativa recente.

Time-base:

Romo; González, Osorio, Ángel e Navarro; Savarino, Herrera, Moreno e Rincón; Soteldo e Rondón.

História na Copa América:

Desde 1967 participando do torneio, a Venezuela conseguiu passar da fase de grupos pela primeira vez em 2007, quando sediou a competição. A melhor campanha, porém, veio em 2011, quando a Vinotinto terminou na 4ª posição.


Lista de campeões

A Argentina entra como a atual detentora do título e principal favorita a manter a taça. Se conseguir, se isolará como a maior campeã da Copa América em todos os tempos. A seleção de Messi tem 15 conquistas, mesma soma do Uruguai, enquanto o Brasil aparece bem atrás, com 9.

Apenas Paraguai, Chile, Peru, Colômbia e Bolívia também já sentiram o gosto de vencer a Copa América. Isso significa que metade dos participantes da atual edição sonham com o título inédito.