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Argentina humilha Itália de forma histórica, dá baile com direito a 'olé' e é campeã da Finalíssima com show de Messi, Di María e Lautaro

Finalíssima: Argentina fez 1º tempo perfeito e contou com brilho do trio Messi, Di María e Lautaro Martínez para bater a Itália por 3 a 0 nesta quarta-feira (1º)


A Argentina deu uma exibição de gala e venceu a Itália com enorme facilidade por 3 a 0, nesta quarta-feira (1º), coroando-se campeã da Finalíssima 2022 no mítico Estádio de Wembley.

O mini-torneio em Londres, que teve transmissão pela ESPN no Star+, colocou frente-a-frente os atuais campeões da Copa América e da Eurocopa.

Lautaro Martínez, aproveitando assistência de Messi, abriu o placar para a Albiceleste. Depois, o próprio Toro fez passe perfeito para Di María ampliar com linda "cavadinha".

O placar, porém, ficou curto para ilustrar o que foi o baile dado pela Argentina na Azzurra nesta quarta-feira.

A equipe comandada por Lionel Scaloni comandou as ações durante praticamente 90 minutos e poderia tranquilamente ter imposto uma goleada histórica em Wembley.

A Itália só não levou uma sacola das grandes devido à atuação do goleiro Donnarumma, que terminou o duelo com incríveis 6 defesas difíceis de acordo com o TruMedia, banco de estatísticas da ESPN.

O 2º tempo, aliás, foi um verdadeiro baile, beirando a humilhação em Londres. A Argentina simplesmente sobrou em campo, perdendo um gol atrás de outro, com Messi regendo o show.

Nos acréscimos, Dybala ainda deu números finais ao triunfo argentino, batendo cruzado para fechar a tampa do caixão em Wembley.

Nas arquibancadas, sobraram gritos de "olé" dos fãs sul-americanos, que festejaram uma das vitórias mais emblemáticas de sua equipe em muitos anos.

Com o triunfo, a Albiceleste chega a incríveis 32 jogos de invencibilidade, sua maior série sem perder em toda a história. O recorde mundial pertence à Itália, com 37.

Melhores momentos

Situação do campeonato

Com o placar, a Argentina é a grande campeã da Finalíssima e "referenda" a conquista da Copa América de 2021. Já a Itália, vencedora da Euro, lamenta o vice.

Essa é a 2ª vez que a Albiceleste ganha o mini-torneio (anteriormente conhecido como Copa Artemio Franchi), depois de 1993, quando bateu a Dinamarca.

O cara: Lautaro Martínez

Vindo de temporada espetacular com a Inter de Milão, o atacante acabou com o jogo nesta quarta-feira.

Com muita fome de bola, El Toro simplesmente demoliu a defesa da Itália no 1º tempo e foi decisivo na construção da vitória.

Aos 28, ele apareceu muito bem na pequena área para completar o cruzamento de Messi e estufar as redes de Donnarumma.

Depois, aos 46, fez um giro maravilhoso em cima da marcação e serviu lindo passe para Di María ampliar para a Albiceleste.

Em seu melhor momento na carreira, Lautaro tem tudo para ser um dos grandes destaques da Copa do Mundo de 2022.

Foi mal: Chiellini

Em seu último jogo pela seleção da Itália, o veterano ficará com uma amarga lembrança.

Longe do vigor físico de outros tempos, Chiellini foi simplesmente engolido pelo ataque argentino.

Nem mesmo sua "eterna" parceria com Bonucci funcionou, e o "vovô" tomou um baile em Wembley.

O lance mais marcante foi o do 2º tento argentino, no qual Di María simplesmente fez Chiellini comer poeira na corrida.

Não à toa, foi substituído por Roberto Mancini logo na volta do intervalo...

Próximos jogos

A Itália volta a campo neste sábado (4), às 15h45 (de Brasília), contra a Alemanha, pela Liga das Nações da Uefa.

Já a Argentina joga no domingo (5), às 15h, contra a Estônia, em amistoso internacional.

Ficha técnica

Itália 0 x 3 Argentina

GOL: Argentina: Lautaro Martínez [28'], Di María [45+1'] e Dybala [90+4']

ITÁLIA: Donnarumma; Di Lorenzo, Bonucci, Chiellini (Lazzari) e Emerson Palmieri (Bastoni); Jorginho, Pessina (Spinazzola) e Barella; Bernardeschi (Locatelli), Raspadori e Belotti (Scamacca) Técnico: Roberto Mancini

ARGENTINA: Martínez; Molina, Romero (Pezzella), Otamendi e Tagliafico; Guido Rodríguez, De Paul (Palacios) e Lo Celso (Dybala); Messi, Di María (Nico González) e Lautaro Martínez (Julián Álvarez) Técnico: Lionel Scaloni