O Brasil será a sede da Copa do Mundo feminina de 2027, anunciou a Fifa na madrugada desta sexta-feira (18) durante seu 74º congresso, que este ano acontece em Bangkok, na Tailândia.
Na candidatura apresentada, 10 sedes compõem a lista de estádios disponíveis para a competição, que será realizada 24 de junho e 25 de julho de 2027.
Os estádios são: Arena Amazônia (Manaus) Arena Fonte Nova (Salvador) Arena Pantanal (Cuiabá) Arena Pernambuco (Recife) Beira-Rio (Porto Alegre) Castelão (Fortaleza) Maracanã (Rio de Janeiro) Mineirão (Belo Horizonte) Mané Garrincha (Brasília) Neo Química Arena (São Paulo)
Além disso, a abertura e a grande final serão realizadas no Maracanã, no Rio de Janeiro.
Veja abaixo os principais jogos:
Abertura: Maracanã
Oitavas de final: Arena Pernambuco, Beira-Rio, Castelão, Fonte Nova, Mané Garrincha, Maracanã, Mineirão e Neo Química Arena
Quartas de final: Arena Pernambuco, Mané Garrincha, Maracanã e Mineirão
Semifinais: Neo Química Arena e Mané Garrincha
Terceiro lugar: Mineirão
Final: Maracanã
Liderada pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF), a candidatura verde e amarela desbancou a europeia, que era formada em conjunto por Alemanha, Bélgica e Holanda. Estados Unidos e México também haviam manifestado o interesse de receber a competição, mas depois desistiram, em abril, para focar seus esforços na disputa de 2031.
A eleição aconteceu no Queen Sirikit National Convention Center e contou com a participação dos 211 representantes das associações-membro da entidade que comanda o futebol mundial, com a exceção dos quatro integrantes das candidaturas finalistas.
Havia uma expectativa muito alta do lado brasileiro, especialmente após a divulgação pela Fifa, no último dia 8, do Relatório de Avaliação de Candidaturas realizado pela entidade. Nele, a nota máxima era 5, e o Brasil ganhou 4 contra 3,7 da opção concorrente. A visita da comitiva da Fifa ao país aconteceu em fevereiro, enquanto nos três países europeus isto se deu em janeiro.
Será a primeira vez na história que o Mundial de futebol feminino, em sua décima edição, acontecerá na América do Sul, após já ter passado por América do Norte (Estados Unidos, duas vezes, e Canadá), Europa (Suécia, Alemanha e França), Ásia (China, duas vezes) e Oceania (Austrália e Nova Zelândia, em conjunto) - entre os continentes, restará apenas a África a receber o campeonato.
A comitiva brasileira em Bangkok conta com o presidente da CBF, Ednaldo Rodrigues, o ministro do Esporte, André Fufuca, a ex-jogadora e atual gerente de competições femininas da CBF, Aline Pellegrino, a atacante da seleção brasileira Kerolin, a ex-atleta Formiga (única a disputar sete Copas do Mundo), as consultoras Valesca Araújo, Jacqueline Barros e Manuela Biz e o consultor Ricardo Trade.
Ex-jogadores como Gilberto Silva, Cafu, Athirson, Roque Júnior e Dida, além do técnico da seleção feminina, Arthur Elias, também marcaram presença no evento. Ao celebrar a escolha, o presidente da CBF, Ednaldo Rodrigues, aproveitou para adiantar um plano de desenvolvimento voltado ao Rio Grande do Sul, assolado pela catástrofe climática no último mês.
"É uma vitória para o futebol feminino em todo o mundo, para que mais atletas possam jogar nas escolas, nas ruas e, no fim, que possam integrar um clube ou uma seleção. Com essa conquista, queremos também, com o trabalho que será desenvolvido, fortalecer o futebol feminino brasileiro e, principalmente, do Rio Grande do Sul, onde terá um grande centro de desenvolvimento para a modalidade", disse.
