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Cartão azul no futebol? Presidente da Fifa é 'sincerão' e bate o martelo sobre possível novidade

Gianni Infantino, presidente da FIFA Tom Weller/picture alliance via Getty Images

A Fifa rechaçou a possibilidade de implementar o cartão azul, ideia da International Football Association Board (IFAB), órgão responsável pelas regras do futebol, como forma de coibir as chamadas “faltas táticas” e tentar diminuir as reclamações dos atletas perante às decisões da arbitragem.

Em entrevista à Sky Sports britânica, Gianni Infantino, presidente da maior entidade do futebol mundial, ironizou a chance e afirmou que o órgão não pensa em implementar a ideia no futebol mundial.

"Cartões azuis? Isso nem é assunto. A Fifa opõe-se por completo. Querem um título? Cartão vermelho aos cartões azuis... Nem pensar, não há hipótese", disparou.

"Estamos sempre abertos a propostas, mas depois de alguma análise também temos de proteger o jogo, a sua essência e tradição. Nada de cartão azul", completou.

Pouco tempo depois da ideia da IFAB vir a público, alguns treinadores começaram a se manifestar contra a ideia. Um deles foi Jurgen Klopp, do Liverpool.

Em fevereiro, Em coletiva pelos Reds, o alemão fez uma crítica direcionada à IFAB e ironizou, afirmando não se lembrar da última vez que o órgão teve uma boa ideia.

"Acho que a introdução de um novo cartão também daria mais oportunidade de falhar, porque a discussão será 'era um cartão azul, deveria ser um cartão amarelo, agora ele está 10 minutos fora, nos velhos tempos teria sido um cartão vermelho ou apenas um amarelo'. Seja o que for. Esse tipo de coisa só torna as coisas mais complicadas. Eu quero testá-lo. Não tenho nenhum problema com os testes. Mas esse é o primeiro passo para concordar ou já ter certeza de que isso acontecerá. Mas eu não sei, para ser honesto, não tenho ideia se é a primeira vez sobre isso", começou por dizer.

"Não me parece uma ideia fantástica, de imediato. Mas a verdade é que não consigo me lembrar que essas pessoas tiveram uma ideia fantástica. Se é que alguma vez tiveram uma", concluiu.