As cenas de terror que marcaram o ataque ao ônibus do Fortaleza após o jogo contra o Sport, em Recife, rodam o mundo e chegaram à Espanha.
Atacante do Real Madrid, Rodrygo foi mais uma voz importante a condenar mais uma manifestação violenta no meio do futebol.
Na saída da Arena Pernambuco, após partida pela Copa do Nordeste, a delegação do Leão do Pici foi atacada por um grupo de torcedores do clube pernambucano na madrugada de quinta-feira (22), que arremessaram pedras, rojões e bombas caseiras.
“O ataque ao ônibus do Fortaleza é inaceitável. Já passou da hora da gente se unir para mudar isso. Esta é a imagem que nós queremos transmitir com o futebol?”, escreveu atacante em mensagem divulgada em seu canal no aplicativo WhatsApp.
“O que mais será preciso para o tema ser levado a sério e não acabar esquecido até o próximo absurdo? Toda a minha solidariedade aos jogadores e funcionários do clube. Chega de violência”.
De acordo com o Fortaleza, seis jogadores foram atingidos: dois com mais gravidade, sendo o goleiro João Ricardo (corte no supercílio) e o lateral-esquerdo Gonzalo Escobar (pancada na cabeça, um corte na boca e um outro corte no supercílio).
O lateral-direito Dudu, os zagueiros Titi e Brítez, e o volante Lucas Sasha foram feridos com estilhaços de vidro e tiverem que conter sangramentos, segundo comunicado do clube.
“João Ricardo e Gonzalo Escobar passaram por suturas, procedimento de recebimento de pontos cirúrgicos. O lateral-esquerdo também irá realizar exames de tomografia na cabeça, mas está bem e consciente. Os demais atletas passarão por cuidados médicos para a retirada de estilhaços de vidro pelo corpo”, reportou do Fortaleza em nota oficial.
Em entrevista à ESPN, Marcelo Paz, CEO do Fortaleza, revelou que o time não quer entrar em campo enquanto os seis atletas lesionados não se recuperarem dos ferimentos físicos ocorridos por conta do atentado e detalhou como está a situação dos jogadores que precisaram ser atendidos em hospital no Recife.
“O Fortaleza não quer voltar a jogar. Não é correto. Nós não queremos voltar a jogar enquanto os agressores não forem punidos. Os jogadores poderiam ter morrido. A filha do Dudu perguntou se ele se machucou no trabalho. Que trabalho é esse? Isso é terrível”.
