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Ex-seleção holandesa pode pegar 9 anos de prisão por tráfico de drogas

O escudo da Real Federação Holandesa de Futebol em casaco da seleção Laurens Lindhout/Soccrates/Getty Images

A Promotoria da Holanda pediu nesta quarta-feira (24) a aplicação de uma pena de nove anos de prisão ao atacante Quincy Promes, de 32 anos, atualmente no Spartak Moscou, da Rússia.

Promes, que defendeu a seleção principal da Holanda entre 2014 e 2021, é acusado de tráfico de drogas, envolvendo 1.362 quilos de entorpecentes.

O atleta não participou da audiência desta quarta, na qual o Departamento de Justiça da Holanda afirmou que "está claro" nas investigações que o atacante participou da importação de dois carregamentos de cocaína, em 2020.

Promes, de 32 anos, foi representado por seu advogado, que afirmou que o cliente não pode comparecer à corte porque "tinha outras obrigações".

Segundo apurou a ESPN, o ponta teme ser preso de forma preventiva se for ao país natal neste momento.

"Rede criminosa"

No julgamento, outro acusado, identificado como Marylio V., testemunhou a promotoria pedir oito anos de prisão para ele.

De acordo com o Departamento de Justiça, "está claro" que Promes, Marylio e outros faziam parte de uma "extensa rede criminosa".

Os promotores ainda questionaram "como um jogador de futebol de tanto sucesso foi convencido a entrar tão profundamente para o mundo do crime".

Como Promes não estava presente, porém, não houve qualquer pronunciamento da sua parte.

A promotoria ainda apontou que o jogador do Spartak Moscou possui "papel de liderança" na rede de tráfico de drogas.

"Promes parece que se considera 'intocável' enquanto estiver na Rússia ou fora da Holanda", disse um porta-voz do Departamento de Justiça.

O advogado do futebolista nega a participação do cliente nas acusações.

Como a Rússia não possui acordo de extradição com a Holanda, aliás, ele não será preso enquanto permanecer no país em que atua profissionalmente.

Outra acusação

Quincy Promes ainda é acusado de ter esfaqueado seu primo.

O atleta inclusive já foi condenado a um ano e meio de prisão por conta do crime, mas entrou com recurso.

Em outro caso separado, o primo esfaqueado pede o pagamento de indenização, em processo que será julgado no dia 6 de fevereiro.

Quando ao veredito sobre o suposto crime de tráfico de drogas, ainda não há data marcada para o julgamento.