Bernd Reichart, CEO da A22 Sports Management, empresa europeia de desenvolvimento desportivo comercial, realizou uma apresentação na manhã desta quinta-feira (21) explicando os detalhes da Superliga Europeia.
O projeto liderado por potências do Velho Continente como Real Madrid e Juventus foi criado em oposição às regras da Uefa e da Fifa, que ganhou força após o Tribunal Superior da Europa decidir que o controle do futebol por parte das entidades é ilegal.
O CEO explicou como será a organização da Superliga, que deverá haver mobilidade entre as divisões, gerando confrontos entre equipes que “quase nunca se enfrentam”.
“A participação será por mérito esportivo. Os clubes poderão permanecer nas ligas nacionais. Buscamos uma Liga com 14 jogos, clubes que quase nunca se enfrentam vão fazê-lo. Haverá mobilidade entre divisões. As ligas nacionais terão um papel fundamental”, explicou.
“Consideramos injusto que um clube faça uma grande temporada na Europa e no ano seguinte não jogue nas competições europeias. Isso acaba fazendo com que esses clubes não consigam manter os melhores jogadores. Buscamos um futebol mais justo, com uma estrutura de liga que resolva isso. Queremos criar um futebol mais divertido. O desejo é criar a melhor competição do mundo. Este é o objetivo da iniciativa".
“Temos que andar de mãos dadas com os clubes. A promoção está aberta a todas as ligas e será baseada no mérito desportivo”. Além disso, o mandatário criticou o preço do esporte e falou a respeito de uma possível criação de uma plataforma de streaming gratuita para os fãs assistirem aos jogos.
“Muitas vezes, o futebol é muito caro. Isso não pode ser. Devemos criar uma plataforma de streaming para fãs de todo o mundo. Para que as pessoas possam desfrutar do melhor futebol gratuitamente”.
“O futebol livre unirá milhões de pessoas. Algo que será muito atrativo para os anunciantes. Não inventamos nada, queremos imitar as melhores empresas de entretenimento. Está muito claro a direção que eles estão tomando. Quando você consegue conectar muitas pessoas, o valor vem sozinho”.
“A chave para alguns modelos de sucesso nos Estados Unidos é que eles são plataformas de streaming. Algo que também ajuda na interação entre os fãs. Tenho uma vantagem: os melhores jogadores e clubes do mundo”, finalizou.
