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Fora da Libertadores, Boca vive 'caos' em eleição que tem promessa de chegada de ex-Flamengo a Bombonera para mais de 100 mil

sem chances de classificação para a CONMEBOL Libertadores de 2024, o Boca Juniors agora vê seus bastidores pegarem fogo de vez.

No próximo domingo (3), estava marcada a eleição presidencial do clube, que promete ser a mais acirrada em muito tempo.

Pela situação, o candidato é ninguém menos que o ex-meia Juan Román Riquelme, atual vice da agremiação. Já pela oposição, concorre o empresário Andrés Ibarra, que já foi gerente-geral do Boca e tem como grande trunfo seu vice: Maurício Macri, ex-presidente da Argentina, que foi mandatário do Boca entre 1995 e 2007.

Nesta terça-feira (28), porém, uma verdadeira "bomba" explodiu nos bastidores: a Justiça ordenou que o pleito seja suspenso a pedido do grupo de Ibarra e Macri.

De acordo com a juíza, Alejandra Débora Abrevaya, a suspensão deve ocorrer para que sejam investigadas possíveis "irregularidades no padrão eleitoral".

A oposição reclama principalmente que 13,5 mil sócios que constavam como devedores subitamente se tornaram ativos, faltando poucos dias para a eleição, e acusam a gestão Riquelme.

Com isso, a expectativa agora é que o pleito seja atrasado, provavelmente para 17 de dezembro, de acordo com o jornal Olé.

No entanto, também há a possibilidade de que a decisão da juíza seja derrubada através de um recurso da situação, o que poderia fazer a eleição de fato acontecer no domingo.

Faltando cinco dias para o Boca escolher seu novo (ou "velho") presidente, a verdade é que ninguém sabe o que vai acontecer...

"Guerra" de promessas

Nos últimos meses, os torcedores do Boca viram Riquelme e Ibarra realizarem uma verdadeira "guerra" de promessas em suas campanhas eleitorais.

Román, por exemplo, garantiu que não vai transformar o clube em SAF e assegurou a criação de um novo programa de sócio-torcedor, além de várias melhorias no clube social e na área gastronômica de La Bombonera.

Além disso, ele prometeu melhorias nos CTs do profissional e da base, o maior aproveitamento dos pratas-da-casa no elenco adulto e a criação de uma tribuna especial para sócios-vitalícios no estádio do time.

No entanto, a promessa de Riquelme que mais chamou a atenção dos fãs foi a de que o Boca vai "contratar cada vez mais reforços de nível internacional".

O exemplo citado é o da explosiva contratação do uruguaio Edinson Cavani, que pintou no gigante argentino no final de julho.

Um dos primeiros nomes a chegar em caso de vitória da situação na eleição seria o volante Arturo Vidal, de passagem recente pelo Flamengo e atualmente no Athletico-PR.

Ibarra e Macri, por sua vez, prometem um "choque de gestão" no gigante argentino.

Os opositores já anunciaram, por exemplo, que vão contratar o ex-atacante Martín Palermo (desafeto de Riquelme) como técnico para 2024, caso o grupo seja eleito.

A dupla também quer dissolver o atual Conselho de Futebol do clube, que toma ações junto com a gestão Riquelme, e mudar diversas coisas no clube, como programa de sócio-torcedor e modelo de categorias de base.

A principal fala da oposição, no entanto, diz respeito ao ambicioso projeto da "Nova Bombonera", que seria um megaestádio para mais de 105 mil pessoas, sendo 52 mil cadeiras, 50 mil no setor popular e 3,5 mil camarotes.

A obra teria um custo de US$ 390 milhões (R$ 1,9 bilhão) e poderia colocar a arena inclusive como candidata a receber a Copa do Mundo de 2030, concorrendo com o Monumental de Núñez do rival River Plate.

A "Nova Bombonera", que seria construída em cima do atual estádio e em terrenos adjacentes, teria 22 portões de acesso, com diversas lojas e espaços gastronômicos, além de tecnologia Wi-Fi de "última geração" e 12 telões gigantes de resolução 8K espalhados.

O projeto de Ibarra, porém, foi duramente criticado por Riquelme, que chamou a ideia de irreal e fantasiosa, salientando que ela jamais poderia tomar forma - principalmente pela falta de espaço e pelos terrenos vizinhos não terem interesse em serem vendidos para o Boca.

A situação, aliás, também tem seu projeto para La Bombonera, mas bem mais "modesto": a construção de um novo anel de arquibancada, que aumentaria a capacidade para 86 mil torcedores.

"Vamos tentar aumentar a Bombonera. [...] De onde estamos hoje, não vamos sair jamais", bradou Román.