Técnico do Santos pede desculpas por 7 a 1 e descarta jogar toalha por rebaixamento; Gallo chama derrota de 'desastre'

Após a derrota sofrida para o Internacional por 7 a 1, o técnico Marcelo Fernandes, do Santos, pediu desculpas aos torcedores alvinegros. A partida, realizada no estádio Beira-Rio, em Porto Alegre, neste domingo (22), foi a maior goleada sofrida pelo clube alvinegro na história do Campeonato Brasileiro.

O Santos, que está na 18ª colocação, segue na zona de rebaixamento, com 30 pontos.

"Queria em meu nome e de todo mundo pedir desculpas à torcida pelo que aconteceu, foi um jogo atípico de tudo que aconteceu nos últimos quatro jogos. Foi uma oscilação de todo o grupo e estávamos todos bem cientes do que tínhamos que fazer, mas não foi uma tarde boa. A reponsabilidade é toda minha. Foi um dia difícil. É levantar a cabeça e não ficar remoendo. Não me empolguei com as três vitórias e não vou jogar a toalha por causa dessa derrota. Ela só valeu três pontos como qualquer outra. Méritos ao adversário em uma tarde infeliz. Quinta-feira teremos um jogo contra o Coritiba", disse o técnico em entrevista coletiva.

Mesmo com o péssimo resultado, Marcelo acredita que ainda é possível escapar do rebaixamento.

"Nós vamos lutar até o fim e não está longe das nossas mãos, são dez jogos e cinco vitórias. Todo mundo está junto e precisamos saber o que fazer. Vamos fazer o possível e o impossível", afirmou.

Durante a entrevista coletiva, Alexandre Gallo, responsável pelo futebol santista, classificou o resultado como um "desastre". Apesar disso, garantiu que Marcelo Fernandes ficará no comando da equipe.

"Hoje foi um jogo atípico para nós e estávamos muito abaixo do que estava acontecendo. Nossa equipe não é essa. Fizemos jogos que encheram de esperança e teríamos condições de sair desse momento. Acreditamos no Marcelo e o grupo é parceiro dele. Precisamos do apoio da torcida. O Inter foi muito feliz e deu tudo certo para eles. Deu tudo errado para nós".

"Foi um desastre que a gente achou que nunca iria acontecer. Foi um dia em que futebol tem dois ou três abaixo, mas hoje teve praticamente os 11 abaixo no nível técnico físico e comportamental", finalizou Gallo.

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