Lionel Messi é há anos o grande astro da Argentina, que enfrenta a Indonésia em amistoso nesta segunda-feira (19) às 9h30 (de Brasília), e um dos principais jogadores do futebol mundial. Alguns de seus parentes, porém, 'sofreram' com o seu sucesso.
Em entrevista ao ESPN.com.br, Maxi Biancucchi, ex-Flamengo, Bahia e Vitória, contou que sofreu com as comparações feitas com o camisa 10 argentino por ser seu primo.
“Não sei se atrapalhou ou não (ser primo do Messi). Claro, se você é analisado por seu futebol e não por seu futebol e por ser parente de alguém, a história é outra. Porque você vira um jogadorzinho que está ali por causa dele, essa história não é boa. E você não pode pensar, não pode entrar na opinião das pessoas. Cada um analisa o que quer. E você tem que melhorar e dar tudo dentro do campo", disse.
"Claro que eu gostaria de ter tido mais tempo de jogo no Flamengo, ter feito mais gols… eu não estou satisfeito por aquela época. Mas também tem uma parte de mim que está satisfeita, cada partida que joguei, se tinha que dar a minha vida ali dentro, eu dava. Talvez, por eu ser primo do Messi, esperavam outra coisa, e não tem como comparar. É injusto, também, para qualquer indivíduo do mundo. Mas aconteceu, e eu nunca parei para pensar se era bom ou não. Já foi”, completou.
Maxi e Messi tiveram relação de muita proximidade durante a infância e no início de suas carreiras. Nos dias atuais, porém, os dois se distanciaram.
“A última mensagem foi quando eles venceram o México, ele fez o gol, e eu parabenizei ele. Depois, na final, mandei uma mensagem para ele, também. Mas essas duas mensagens foram o que a gente trocou, não temos muita relação como antes. Antigamente, éramos mais próximos, agora, estamos um pouco longe. Às vezes, passam meses que não nos falamos", afirmou.
"Na época do Flamengo, claro, quando cheguei, o nível de marketing por isso foi f***. Jogar bola sabendo que os caras estão te olhando porque você é primo do Messi. No final, você tem que ter muita cabeça para jogar futebol, você pode ser bom, ser ruim, tem que dar tudo dentro do campo. Quando você faz esse trabalho, pode até não jogar bem… eu tenho esse sentimento do futebol, temos que jogar com raça", continuou.
"Aqui, a gente fala de ‘huevos’, tem que ter. Foi difícil, porque o Messi sempre foi o Messi, um cara acima da média. Eu não escolhi ser parente dele. Mas, mesmo assim, tive o prazer de jogar em grandíssimos clubes, que me deixam muito orgulhoso”, finalizou.
