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Willian 'Bigode' usa pedras preciosas da Xland para tentar desbloquear contas em processo de Mayke por golpe com criptomoedas

Cerca de uma semana após a Justiça determinar o bloqueio de R$ 7.834.232,61 de bens de Willian "Bigode", atualmente no Athletico-PR, e de sua mulher, Loisy, a pedido do lateral-direito Mayke, do Palmeiras, e fazer um arresto de R$ 1.720.897,99 depois de vasculhar as contas bancárias dos envolvidos no caso do golpe das criptomoedas, a defesa do atacante tenta reverter a decisão.

Em pedido feito nesta quarta-feira (19) ao juiz Christopher Alexander Roisin, da 14ª Vara Cível de São Paulo, os advogados de Willian tentam desbloquear as contas, alegando que a Xland, empresa na qual Mayke investiu seu dinheiro após ser aconselhado pela WLJC Consultoria e Gestão Empresarial (empresa de aconselhamento financeiro de propriedade de 'Bigode', sua mulher e dois sócios), possui garantias para saldar os R$ 7.834.232,61 que o lateral pede na ação.

As garantias financeiras viriam de um malote de 20,8 kg contendo alexandritas, pedras preciosas avaliadas em mais de R$ 2 bilhões, de acordo com a própria Xland.

Essas gemas estão em posse da Sekuro Private Box S/A e ficam guardadas em um cofre. Recentemente, aliás, o meia Gustavo Scarpa, outro atleta que foi vítima do golpe das criptomoedas, conseguiu bloquear o malote através da Justiça.

De acordo com a defesa de Willian, as alexandritas estão avaliadas em US$ 500 milhões, ou R$ 2,45 bilhões, o que equivaleria a 313 vezes o valor da causa na Justiça.

Desta forma, os advogados pedem que as contas de "Bigode" sejam desbloqueadas e que a Xland seja condenada a realizar o pagamento a Mayke, usando parte do valor das pedras preciosas para quitar a dívida.

Também nesta quarta-feira, o magistrado Christopher Alexander Roisin deu ao atleta do Palmeiras o prazo de 48 horas para se manifestar sobre as alegações de William que as pedras de alexandrita seriam aptas a quitar o crédito cobrado da Xland.

Cabe lembrar que, no início do processo, o ala pediu a restituição dos R$ 4.583.789,31 que investiu em criptomoedas e mais R$ 3.250.443,30, que seriam equivalentes à rentabilidade do período prometida pela Xland.

Xland pagou só R$ 6 mil pelas pedras

Como mostrou a ESPN em 28 de março, as notas fiscais apresentadas à Justiça mostram que a Xland pagou apenas R$ 6 mil pelos minérios supostamente avaliados em mais de R$ 2 bilhões.

Veja abaixo:

As alexandritas foram compradas da empresa R. Andrade Gemas Preciosas Ltda., sediada em Campo Formoso. Na ação, também está anexado o certificado de origem das pedras.

Veja abaixo: